terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vodafone Meia Maratona RTP Rock ‘n’ Roll

Domingo foi o dia de fazer a minha 3ª meia maratona. (aviso já que o texto ficou um pouco longo)
Depois do percalço da estreia na Ponte 25 de Abril e das "rampas" das Lampas, tinha como principal objetivo bater o meu record pessoal (1:57:59h nas Lampas) e estava confiante que conseguia.
O meu amigo Vitório tinha lido que devemos traçar sempre 3 objetivos numa prova, o "bom", o "muito bom" e o "excelente". Como sigo muitos dos seus ensinamentos, defini então 1:57:58h (5:35m/km) como "bom", sub-1:55h (5:24m/km) como "muito bom" e sub-1:50h (5:12m/km) como "excelente".

Combinei com ele à minha porta às 7:30h para nos encontrarmos com a minha mãe, que tinha feito a inscrição na 1/2 Maratona pela EDP, mas que iria apenas fazer a Mini (ler nota final), no metro da Pontinha e encontrarmo-nos com ex-colegas dela já na Gare do Oriente e também com o Bruno, às 8:30h.

O Vitório e eu na Gare do Oriente
Todos estavam no ponto de encontro à hora marcada à exceção do Bruno (nada a estranhar, portanto).
Não tínhamos pressa, nem intenções de partir lá na frente, por isso, ao chegar à ponte, fiquei só com o Vitório (que ia fazer a prova ao meu ritmo) e o resto do grupo foi andando. Deu para fazer um xixizinho nas calmas e ainda encontrei a Anabela mais alguns elementos da sua equipa. Às 10:10h o Bruno juntou-se a nós, bem a tempo de fazermos um aquecimento a trote até à zona da partida.

Combinámos o ponto de encontro na chegada, desejámos boa sorte e foi dado o tiro de partida.
De início houve alguma da confusão normal, mas não fez grande diferença porque já estávamos a contar com isso e fomos sempre com o ritmo controlado sem ser necessário fazer muitos ziguezagues. Disse ao Vitório que iria naquela fase mais pela direita para ver se via a minha mãe (que eu pensava que iria a um ritmo de (quase) caminhada (não sei se cheguei a passar por ela até à divisão da Mini com a Meia, o certo é que não a vi).

Até ao km 11 conseguimos um ritmo médio de 5:07m/km e senti-me muito bem. Aproveitei aqui para tomar o meu gel e abrandei um pouco por causa dos receios de descontrolar a respiração na altura dos abastecimentos (km 11 a 5:21m/km). Os kms 12 e 13 foram feitos a 5:13m/km. Mas ao km 14 senti uma quebra física. Disse ao Vitório que iria aproveitar o abastecimento de banana e laranja para andar enquanto comia e que depois o apanhava. Ele foi correndo muito devagar e sempre a olhar para trás. Pouco depois retomei o ritmo a que vínhamos antes e juntei-me a ele. Nesta fase disse-lhe que ao km 17 iria tomar o segundo gel, para depois tentar acelerar um pouco nos kms finais. Precisava de água para acompanhar o gel e chegámos ao km 17 sem nenhuma. Pensei que havia um abastecimento nesta altura mas afinal era só ao km 18. Comecei a andar, tomei o gel e bebi bastante água. 

Voltei a correr e disse ao Vitório que o objetivo "excelente" já estava fora de alcance, mas que não iria deixar escapar o "muito bom". A resposta dele foi "Andamos nisto das corridas para libertar stress ou para acumular ainda mais? Para que interessa o tempo, se acabarmos completamente esgotados e sem nos termos divertido?". Estas palavras foram como uma chapada, e serviram para me despertar daquela apatia em que vinha há alguns kms. (na imagem ao lado conseguem ter uma real noção das minhas quebras de performance)

O Vitório apercebeu-se dessa minha melhoria e perguntou se me aguentava aquele ritmo até ao fim. Disse-lhe que sim e ele resolveu acelerar, fazendo os dois últimos kms a 4:45 e 4:14 respetivamente (só para verem a frescura com que ele vinha ao fim de 18km e 1:33:00h de corrida).

Cumpri o que lhe prometera e aguentei-me bem nos kms finais. Cortei a meta com o tempo de chip 1:53:06h o que para os meus objetivos para esta prova se enquadra no "muito bom".


Bruno, Vitório e eu




Nota Final: 
No autocarro a caminho da ponte a minha mãe diz-me:
- 7km é muito pouco, achas que é complicado fazer os 21 a andar?
- Nem penses nisso. Fazes os 7km da mini e depois se vires que estás bem, andas por ali pela zona do Parque das Nações. Ao menos já estás perto da zona de chegada.
- Ah, ok.
Por volta dos 13km, já depois do retorno junto ao Jardim do Tabaco, o Vitório pergunta-me:
- A tua mãe vinha à Meia?
- Não. Achas que sim? Tinha dorsal de Meia mas vai só fazer a Mini.
Uns metros à frente oiço chamarem por mim. Olho e vejo a vir em sentido contrário, nada mais, nada menos que a minha mãe a andar com um casal amigo. Fiquei maluco e gritei-lhe (mas em tom de pedido).
- Volta para trás, mãe. Isto é muito duro e ainda falta bastante para darem a volta.
Acho que ela ainda me disse qualquer coisa, mas já não consegui perceber.
Liguei-lhe bem depois de terminar a prova para saber onde vinha e como estava.
- Não te preocupes. Já só nos faltam 3km.
Os três já no km 19 (a minha mãe à esquerda)

Durante anos fui fazer a mini maratona da Ponte 25 de Abril e pensava "Os 21km é muito complicado, e não é para qualquer um. Para o ano tenho de me preparar com antecedência e faço". O certo é que só este ano, depois de começar a correr com regularidade há 8 meses, cumpri esse sonho. Entretanto vem uma pessoa que costuma caminhar 2 ou 3 kms por dia, resolve desobedecer às recomendações do filho e aos 7kms, segue em frente e faz os 21,095km (até aos 7 fizeram sempre a correr depois é que foram a andar).

Diploma oficial da minha mãe


Bruno - A minha Meia-Maratona

Assim que se iniciou a prova desejei boa sorte aos meus companheiros de corrida e apenas os vi outra vez no final, uma vez que o Tiago e o Vitorio tem um ritmo mais elevado que o meu, e o meu objectivo era concluir a prova sempre a correr, se possível em 2h. Fiz deste modo a meia maratona "sozinho".

Aos 8-10 kms, quando me apercebi estava com um ritmo de 5:45min/km, e disse para mim próprio: não me digas que vou fazer isto em 2 horas??

Puro engano, pois por volta dos 10 km, tive que parar devido a necessidades fisiológicas,e a partir dai não consegui manter ritmo que levava.

Correu tudo bem até ao km15, altura em que começaram uma dores musculares nas barrigas das pernas que tornaram difícil o resto da prova. Até cheguei a molhar as pernas com agua, para ver se aliviavam, mas sem resultado.

Estava eu mortinho que aparecesse a placa dos 19 kms, que aí já sabia que não iria parar ate ao fim, e assim que cheguei à placa, vi uma subida que devido as dores musculares nas pernas, me custou muito.

A alguns metros do fim, vi o Miguel Quintanilha (foi mais ele que me viu, eu nessa altura já não via nada...), que já tinha acabado e me deu força ir até ao fim. Um apoio que agradeço muito, pois durante as provas, e principalmente em provas mais longas ajuda e muito!

Acabei com o tempo de 2h15m46s, um tempo pior do que fiz na outra meia, mas as faladas dores musculares não ajudaram a fazer melhor.


Vitório - A minha Meia-Maratona

Tudo que se se passou nesta meia maratona, já foi muito bem relatado pelo Tiago. Acompanhei-o desde a saída de casa até ao Km 18-19 altura em que procurei acelerar o ritmo, pois sentia-me muito bem.
Nos últimos kms dei o que tinha e ultrapassei bastantes corredores.

Todos os elementos do  grupo estão de parabéns, pois realizaram uma excelente corrida, quebrando recordes pessoais nesta distancia.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia M

Este domingo vai ser o dia M. De Mini, Meia e Maratona.

Há exceção do André, todos os elementos do blog irão estar participar Meia Maratona de Portugal. Eu (7042), Pedro (7057), Vitório (7105) e Bruno (6994). (Entre parêntesis é o número do dorsal de cada um).
Se se cruzarem com qualquer um de nós façam o favor de nos cumprimentar.
Tiago
Em termos pessoais, esta será a minha terceira meia maratona e como objetivo, tenho apenas o de fazer melhor que 1h57m55s, que foi o meu melhor tempo nessa distância e obtive-o na 37ª Meia Maratona de São João das Lampas. Quero apontar para fazer entre a 1:50h e a 1:55h, mas também vai depender muito da (normal) confusão inicial que esta prova tem.

Este post serve também para felicitar todos os meus amigos que, à mesma hora, irão partir de Cascais para fazer 42,195km, tanto os que se vão estrear na distância, como os repetentes. (não vou mencionar nomes porque são bastantes e de certeza que me iria esquecer de algum)

Só o facto de estarem presentes na partida é um enorme feito, porque a maratona de domingo é apenas a última etapa de uma longa preparação que já iniciarem à alguns meses e que acompanhei de perto (alguns fisicamente, outros virtualmente), com muitos kms percorridos, muito suor, cansaço, uns treinos bons, outros menos bons, mas todos fizeram esse trabalho na perfeição e estão mais do que preparados para o que aí vem.

Vou estar a fazer os 21,095km, mas a pensar em todos vocês e ansioso por saber que tudo correu bem. Se as pernas "disserem" que estão cansadas corram com o coração. Metam a cabeça a funcionar e lembrem-se que para cortar a meta é só ir metendo um pé à frente do outro.

Uma palavra também para todos os que irão fazer a Mini Maratona. Lembrem-se que são muito melhores do que aqueles que ficam no sofá. E adaptando um anuncio "Quem corre 7, um dia vai correr 42".

Seja os da Mini, Meia ou Maratona, façam o favor de se divertirem e de no final colocar um sorriso nos lábios.

Até domingo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

10 dias para a Vodafone Meia Maratona RTP Rock ‘n’ Roll


Quando faltam apenas 10 dias, eis que me aleijo no dedo mindinho do pé esquerdo.

Ao levantar-me de noite para ver da minha filhota que chorava, quando ia a sair do quarto, pumba! Um pontapé na porta com o dedo mindinho do pé esquerdo.

Lancei impropérios para o ar, #?fo&$%&#& raios e coriscos, e quando fui ver, dedo a sangrar e a unha a ficar negra. Tenho uma foto do dedo, mas não coloco aqui para não ferir susceptibilidades

Resultado: hoje ando a coxear de um lado para o outro (pode não parecer mas os dedos mindinhos fazem mesmo falta...), e alguns treinos serão comprometidos. Tinha planeado ir fazer um treino curto na 6ª feira, e outro longo no domingo, e no mínimo o de 6ª já não deve dar.

Devo recuperar a tempo da prova, mas parece-me que vou sofrer durante a corrida, por não ter treinado como devia. Logo se vê.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

1000


Hoje com o treino matinal cheguei à marca dos 1000km a correr. A contagem começou num treino no dia 4 de Abril de 2012, em que corri a louca distância de 2,27km. Não é uma marca nada de especial comparada, com a grande maioria dos meus amigos que correm, mas são mais 1000km do que têm todos os outros que não correm. eheheh

Por graça resolvi passar os kms feitos para o mapa, para ter a noção de onde já ia se fosse o Forrest Gump e corresse sem parar.
Quem sabe se até ao fim do ano chego a Barcelona. :)

Em termos estatísticos está assim:



Os Nike Dart 6, foram os 1ºs e foram os únicos que já se reformaram


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Corrida do Tejo.......... a prova que não me deixa saudades

Através do amigo Carlos Cardoso, fui contemplado com um dorsal para a Corrida do Tejo que se realizou este domingo. Por achar o valor da inscrição elevado, comparativamente com muitas outras de igual distância, no ano passado não fui, por isso, esta foi a minha estreia naquela que deve ser, seguramente, a maior prova de 10km do país, em termos de participantes.

Equipado para a prova e com a devida referência ao blog do Carlos.
Para quem não conseguir ler, o papel diz "PAPA KILOMETROS TEAM"

Fui com o meu amigo Lima e chegámos a Algés por volta das 9h. Esta prova tem a particularidade do número do dorsal ser impresso na t-shirt da prova. Isso faz com que 95% dos atletas esteja vestido de igual e seja mais difícil de encontrarmos pessoal conhecido, que já identificamos como sendo do grupo/equipa A ou B. :)
Mesmo assim ainda consegui ver o casal de Bip-Bip Runners, Carla e Pedro.

A partida estava segmentada em três "caixas" (sub-37, sub-45 e restantes). Como o meu melhor tempo nos 10km foi de 46 minutos e qualquer coisa, fomos para a "caixa" dos restantes.

O Lima e eu antes da partida.
A linha de partida é aquela faixa azul que se vê lá bem ao fundo.

Às 10h em ponto foi dado início à prova e demorámos 1m52s até atravessar a linha de partida (pelo menos é a diferença entre o tempo de prova e o de chip).
O meu objetivo era fazer um tempo abaixo dos 50m, pois sabia que era uma prova com muita gente e estava também bastante calor. O Lima queria fazer melhor que isso, por isso, disse-lhe para ir à vida dele e que esperasse por mim na meta.

Os 2 primeiros kms foram sempre aos SS, a tentar passar caminhantes, pessoal com carrinhos de bebé e um ou outro com um cão pela trela. Nada de novo nestas corridas de massas.

Depois consegui correr mais livremente e estava a fazer uma boa média (4:47m/km) até ao km 7. Altura em que uma besta (quero dizer um estimado atleta) que ia à minha frente, atirou para o meio da estrada, uma garrafa de água fechada e que fez com que torcesse o pé esquerdo. Senti uma dor forte e que andar um bocado. A dor abrandou e retomei a corrida. Já depois do km 8 tive que voltar a caminhar porque a dor voltou a chatear. Nesta altura vejo que à minha frente está a fanfarra dos bombeiros a tocar para animar os atletas e ganhei novo incentivo para retomar a corrida e cumprir o objetivo a que me tinha proposto (fazer menos de 50 minutos).
E assim foi. Consegui acelerar até ao final e cortar a meta com um tempo de 49m55s (mesmo à justa).

A alguns metros da meta. Foto do Luís Santos

A cortar a meta. Foto de Sandra Claro (Correr Lisboa).

Podia ter corrido bem melhor, e ter feito menos uns segundos, mas não fico chateado com isso. Não ia para bater recordes pessoais e o pé depois de muito gelo e pomada, ficou apenas dorido.



Quanto à organização não tenho nada a apontar. O regresso também foi rápido, devido aos autocarros disponíveis para transportar os atletas da zona da meta até ao comboio (tinham-me dito que no ano passado não foi assim). Os resultados ficaram disponíveis muito rapidamente e sem as confusões  de cronometragem que por vezes acontecem em algumas corridas.

A razão de no título ter falado que esta prova não me vai deixar saudades, deve-se em grande parte ao "acidente" com a garrafa, mas também porque cada vez mais começo a não achar tanta piada a estas corridas com muita confusão.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Inscrição Vodafone Meia Maratona RTP Rock 'n' Roll

Pois é. Há excepção do André, estamos inscritos na  Vodafone Meia Maratona RTP Rock 'n' Roll, no dia 6 de Outubro.

Quanto a mim, tenho que iniciar a preparação para a prova, uma vez que tenho feito apenas treinos curtos de 8 a 10 km, e com pouca regularidade.

Recentemente, apenas fiz o treino em Vale Benfeito e na semana passada uma corrida com passagem pelo Monsanto que pretendo repetir no próximo fim de semana.

OBJECTIVOS:
Bruno - Mais uma vez, os meus objetivos, são apenas os de concluir a prova, se possível com melhor tempo que fiz na Meia da Ponte 25 de Abril (2h09m), mas sem stresses quanto a isso.




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

37ª Meia Maratona São João das Lampas

Sábado foi dia de ir até à vila de São João das Lampas, para participar na 37ª edição da meia maratona local. Naquela que é a mais antiga meia maratona de Portugal.

A prova está inserida nas festas da vila e conta com uma organização de fazer inveja a muitas outras provas em que participei e com muito menos recursos disponíveis. Vê-se que é uma prova organizada por quem corre e gosta da corrida (obrigado Fernando Andrade e toda a equipa que o acompanha). Também por isso quem vai, quer voltar no ano seguinte e faz com que esta seja a mais antiga meia maratona de Portugal.

Fui com o André e chegámos a São João das Lampas por volta das 15:30h. O principal local de estacionamento estava bem sinalizado e julgo que era suficientemente grande para todos os participantes. Neste local havia também balneários e foram instalados chuveiros no exterior para quem quisesse tomar banho no final.
O André junto do local onde deixámos o carro
Fomos até à zona onde estava colocada a partida (e a meta), na principal avenida da vila, (para levantar os dorsais) e onde havia também muita animação, com carroceis, montanha- russa, música e "barraquinhas" de petiscos.
Levantámos os dorsais e entretanto chegou o Pedro Quaresma.Fizemos os 3 um ligeiro aquecimento e deu para trocar umas palavras com alguns amigos atletas, como o Miguel Quintaninha, o Ildebrando, o Pedro Carvalho e a Carla, a Isa e o Vítor Gonçalves. Já quase na hora da partida juntou-se a nós o Zé Tó.

Por saber que estou longe da minha melhor forma, ser a minha 2ª meia maratona, e o trajeto ser bastante acidentado (não é por acaso que chamam a esta prova São João das "Rampas"), não tinha objetivos de tempo, mas o pensamento em tentar fazer abaixo das 2 horas estava presente. Por isso disse ao Pedro e ao André que não os iria acompanhar e ia com o Zé Tó. E assim foi desde o tiro de partida.

Fomos praticamente a conversar durante toda a prova (exceção feita numa ou outra subida), sobre o trajeto, quantas subidas ainda teríamos de enfrentar, o estado dos nossos estômagos (primeiro o dele e mais tarde o meu), as próximas provas, o tempo, etc.
Sabíamos que os abastecimentos seriam aos 5, 10, 15 e 20km, por isso ficámos espantados quando perto do km 3, vimos escrito no chão "Água 30m". Pensámos "ah, não é possível, ainda falta bastante para o km 5". Um pouco mais à frente percebemos a mensagem. Tratava-se de um simpático morador que tinha colocado duas mangueiras penduradas, a fazer de chuveiro para os atletas se refrescarem. Não posso precisar o número exato mas ao longo do percurso (para além do constante apoio das gentes dos locais que a prova atravessa) devemos ter passado por mais uns 15 chuveiros.
Um dos chuveiros instalados ao longo do percurso
Perto do km 10 o Zé Tó teve uma ligeira indisposição e disse-lhe para andarmos um pouco. O estômago acalmou e ao fim de 50 metros retomámos a corrida. Ao km 15, fui eu quem senti problemas de estômago e voltámos a ter que andar um pouco. Mesmo com estas quebras de ritmo, estávamos a fazer um tempo que nos permitia fazer a prova em menos de 2h.
Uma das muitas "rampinhas". Foto do Vítor Gonçalves
Ao km 18, tivemos aquela que seria a última subida e senti uma picada forte no gémeo esquerdo, que me dificultava a corrida porque a subir apoiava mais a parte da frente do pé e isso fazia com que forçasse mais o músculo. Disse várias vezes ao Zé Tó para seguir que eu chegaria à meta, mas ele insistiu que iria comigo até ao fim. Já a meio da subida, íamos a andar (pela terceira vez) e ele disse-me "Já não conseguimos as 2 horas, mas não faz mal". Olhei para o relógio e respondi-lhe "Isso é que era bom, vamos mas é embora que conseguimos de certeza". A subida terminou logo a seguir, a partir daí conseguimos meter um ritmo forte e fazer os kms finais a uma média abaixo dos 5m/km. Cortámos a meta com um tempo oficial de 1h57m59s. Objetivo sub-2h (não sendo importante) foi superado.
O momento exato da passagem na meta


No final, água, placa de madeira alusiva à prova, pacote de batatas fritas, saco com 3 bolinhos, t-shirt técnica, gelado (que não me apeteu comer) e melancia (que comi umas 4 fatias). :)
Depois foi esperar pelo Pedro (2h10m45s) e pelo André (2h19m28s) que estiveram muito bem. Despedimo-nos do resto da malta amiga e viemos embora.
Eu, André e Pedro. Antes do regresso a casa, e já com a camisola da prova vestida

Conto regressar para o ano, a esta prova que gostei muito, mas também para participar na festa pós prova, com os petiscos, convívio e bailarico.



Treino em Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros

Aproveitei o facto de estar de férias, e em Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros, e no dia 24 de Agosto, decidi fazer um treino por lá no meio dos campos e da serra, que nunca tinha feito.
Saí às 19h00, uma hora em que estava menos calor, e lá fui eu. Sai da aldeia, e entrei no serra de Bornes, e lá fui eu.
Foi  sempre a subir , com muito pó pelo caminho. Fui seguindo os diversos trilhos, conforme a vontade de virar à direita ou à esquerda, mas sempre a subir. Com isto tudo acabei por fazer um trail, mesmo sem querer.
Um treino bastante engraçado no meio da natureza, e no mais absoluto silêncio.






 



Um curiosidade sobre a terra: Ao entrar-se na aldeia o nome da terra esta escrito de uma maneira e ao sair-se está escrito de outra...


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vodafone Runner

A Vodafone disponibiliza inscrições gratuitas para a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, a realizar no dia 6 de Outubro em Lisboa. Para isso basta instalar no telemóvel a aplicação Vodafone Runner (Google Play, App Store).


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

3º Treino Solidário Correr Lisboa

Após o regresso de férias, onde os treinos foram escassos, sábado foi dia de participar no 3º Treino Solidário organizado pelo Correr Lisboa.
Como no treino iria fazer a corrida de 5km, decidi que iria a correr desde casa até lá (que são pouco mais de 5km), para adicionar mais alguns kms às pernas. Desafiei o André a ir também comigo e ele aceitou prontamente.
A instituição escolhida para este treino solidário foi a Comunidade Vida e Paz e os donativos pedidos eram bens alimentícios e produtos de higiene.
Para não termos de correr até ao local do treino com os produtos que íamos oferecer, a Rute Ornelas foi de carro e levou as nossas coisas.

O treino era às 9h no Complexo Desportivo Municipal do Monte da Galega (Amadora) e nós saímos de Odivelas por volta das 8:30h. Eram "apenas" 5km mas os últimos 2 são sempre a subir e com bastante inclinação. Estes 5km foram sem dúvida um excelente aquecimento para o treino e também uma boa preparação para a Meia Maratona das Lampas que iremos fazer no próximo sábado.

Em relação ao Treino Solidário, foi aquilo que o pessoal do Correr Lisboa nos tem habituado. Excelente organização e muita simpatia e boa disposição. Após os cumprimentos e as fotos da praxe deu-se início à caminhada de 3km em simultâneo com a corrida de 5km.


Depois houve sessão de alongamentos e deu-se início às restantes atividades que estavam no programa:
- Provas de 100m, 400m, 800m, 4x400m e 4x1000m
- Treino Fitness Militar pela Academia de Fitness Militar

Desde os tempos de escola e futebol que nos treinos de sprints ficava no grupo dos mais rápidos, e por isso, a curiosidade de saber em quanto tempo conseguia correr os 100m era grande.Achei então que era a altura de "matar" essa curiosidade e experimentei. Na primeira série terminei em 2º lugar (em 7 participantes), mas como não conseguia estar a correr e ao mesmo tempo a arrancar e parar o relógio, não medi o tempo que fiz.

Depois houve mais uma série de 7 atletas e fez-se então uma final com os 3 melhores de cada série. Pedi então ao André o favor de cronometrar a minha prova, uma vez que ele não ia participar. Terminei em terceiro mas muito orgulhoso do tempo que o André me mostrou no final.

Final dos 100m (falta sair os resultados dos testes anti-dopagem dos 2 primeiros classificados)
O Bolt que tenha cuidado porque só fiquei a 2 segundos dele.
No final das provas foram distribuídos alguns brindes e sorteados pares de calçado Adidas (infelizmente não me calhou nenhum). :)

Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada em mais uma excelente iniciativa do Correr Lisboa e onde todos estão de parabéns, desde os organizadores aos participantes.