sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Vodafone Runner
A Vodafone disponibiliza inscrições gratuitas para a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, a realizar no dia 6 de Outubro em Lisboa. Para isso basta instalar no telemóvel a aplicação Vodafone Runner (Google Play, App Store).
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
3º Treino Solidário Correr Lisboa
Após o regresso de férias, onde os treinos foram escassos, sábado foi dia de participar no 3º Treino Solidário organizado pelo Correr Lisboa.
Como no treino iria fazer a corrida de 5km, decidi que iria a correr desde casa até lá (que são pouco mais de 5km), para adicionar mais alguns kms às pernas. Desafiei o André a ir também comigo e ele aceitou prontamente.
A instituição escolhida para este treino solidário foi a Comunidade Vida e Paz e os donativos pedidos eram bens alimentícios e produtos de higiene.
Para não termos de correr até ao local do treino com os produtos que íamos oferecer, a Rute Ornelas foi de carro e levou as nossas coisas.
O treino era às 9h no Complexo Desportivo Municipal do Monte da Galega (Amadora) e nós saímos de Odivelas por volta das 8:30h. Eram "apenas" 5km mas os últimos 2 são sempre a subir e com bastante inclinação. Estes 5km foram sem dúvida um excelente aquecimento para o treino e também uma boa preparação para a Meia Maratona das Lampas que iremos fazer no próximo sábado.
Em relação ao Treino Solidário, foi aquilo que o pessoal do Correr Lisboa nos tem habituado. Excelente organização e muita simpatia e boa disposição. Após os cumprimentos e as fotos da praxe deu-se início à caminhada de 3km em simultâneo com a corrida de 5km.
Depois houve sessão de alongamentos e deu-se início às restantes atividades que estavam no programa:
- Provas de 100m, 400m, 800m, 4x400m e 4x1000m
- Provas de 100m, 400m, 800m, 4x400m e 4x1000m
- Treino Fitness Militar pela Academia de Fitness Militar
Desde os tempos de escola e futebol que nos treinos de sprints ficava no grupo dos mais rápidos, e por isso, a curiosidade de saber em quanto tempo conseguia correr os 100m era grande.Achei então que era a altura de "matar" essa curiosidade e experimentei. Na primeira série terminei em 2º lugar (em 7 participantes), mas como não conseguia estar a correr e ao mesmo tempo a arrancar e parar o relógio, não medi o tempo que fiz.
Depois houve mais uma série de 7 atletas e fez-se então uma final com os 3 melhores de cada série. Pedi então ao André o favor de cronometrar a minha prova, uma vez que ele não ia participar. Terminei em terceiro mas muito orgulhoso do tempo que o André me mostrou no final.
![]() |
| Final dos 100m (falta sair os resultados dos testes anti-dopagem dos 2 primeiros classificados) |
![]() |
| O Bolt que tenha cuidado porque só fiquei a 2 segundos dele. |
No final das provas foram distribuídos alguns brindes e sorteados pares de calçado Adidas (infelizmente não me calhou nenhum). :)
Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada em mais uma excelente iniciativa do Correr Lisboa e onde todos estão de parabéns, desde os organizadores aos participantes.
Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada em mais uma excelente iniciativa do Correr Lisboa e onde todos estão de parabéns, desde os organizadores aos participantes.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Under Armour Charge RC 2
Com o grande "boom" que a corrida tem tido no nosso país. São várias as novas marcas que têm surgido no nosso mercado. A par disso, muitas dessas marcas estão a lançar modelos que vêm revolucionar a forma como estávamos habituados a correr. Calçado mais minimalista e que nos obriga a que o primeiro contacto do pé com o solo se faça com a parte do meio, em vez de ser com o calcanhar.
Com tudo isto, o meu interesse por experimentar este tipo de calçado com um drop mais baixo (diferença de altura entre o calcanhar e a parte da frente), tem vindo a aumentar e são várias as pessoas que conheço que têm e estão realmente maravilhadas com a diferença.
Para grande surpresa minha (e satisfação), na semana passada recebi um convite do Correr Lisboa, a dizer que a Under Armour, em parceria com eles, iria realizar um treino para se testar os Under Armour Charge RC2.
Na quarta-feira, ao final da tarde, fui então até à zona da Torre de Belém com o pessoal da Correr Lisboa, mais uns quantos convidados, fazer o teste, acompanhados por pessoal da Under Armour Portugal e pelo atleta nacional Luís Pinto.
Ao pegar nos UA Charge RC 2 temos logo a noção de se tratar de uns ténis bastante leves (227g). Depois ao calçar sentimos uma grande liberdade de movimentos dos dedos devido ao amplo espaço na parte da frente e também à zona superior constituída por um material muito flexível e respirável.
A forma também se adapta muito bem ao pé e quase não é necessário apertar os atacadores.
Assim que começamos a correr a sensação de leveza e conforto são muito boas e instintivamente "obrigados" a apoiar o pé no chão com a parte do meio o que nos impulsiona logo para a passada seguinte de forma natural e com uma postura muito mais correta.
Fiz apenas 10km com eles mas não tive o mínimo sinal de bolhas (uma coisa com que padeço bastante, habitualmente, se não tiver cuidado na escolha das meias e no creme).
Em jeito de conclusão, gostei mesmo muito deste modelo e como ponto menos positivo só o facto de achar o preço um pouco elevado (cerca de 135€), mesmo comparado com outros modelos do mesmo segmento.
Uma vez mais, muito obrigado à Under Armour, à Correr Lisboa e ao grupo fantástico que participou neste treino, sempre com grande animação e companheirismo.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
4º Treino Correr Lisboa
Há cerca de um mês, o pessoal do Correr Lisboa, começou a organizar uns treinos todas as 3ªs feiras ao fim da tarde (19:15h) no Estádio Universitário de Lisboa (EUL). Devido à logística familiar, é uma hora muito complicada para mim, que como já referi algumas vezes, o único período em que consigo treinar é mesmo de madrugada.
Aproveitando o facto de ter "despachado" a miúda mais cedo de férias com os avós, resolvi desafiar a esposa a irmos ao treino. "Ah, mas eu nunca corri e não vou aguentar o ritmo" e coisas desse género foi a resposta que obtive. Felizmente a Sandra do Correr Lisboa, publicou no evento do facebook, que para além dos dois grupos habituais (um mais rápido e outro mais lento), iriam formar também um grupo de caminhada. Problema resolvido e desafio aceite. :)
Desafiei também o casal Ornelas e o casal Quintanilha que prontamente aceitaram.
![]() |
| Para além das vantagens do treino descritas neste artigo. O treino conta ainda com a excelente reportagem fotográfica da Sandra Claro. |
Os treinos têm sido sempre diversificados.
O desta semana começou com um ligeiro aquecimento, depois dividiu-se o grupo em 3 (caminhada, mais lento e mais rápido) e cada um desses grupos percorreu durante 40 minutos os caminhos do EUL. Passados os 40 minutos agrupou-se novamente toda a gente para uns alongamentos e tivemos direito a água e tudo. Depois disso fomos até uma zona mais inclinada onde foi explicado a maneira mais correta de efetuarmos uma subida a correr, de forma a mantermos uma postura correta, facilitando assim a respiração e aliviando a pressão exercida nos joelhos.
Para a semana vai ser feito um Teste de Cooper para avaliar a condição de cada um e daqui a uns tempos irão repetir para se analisar a evolução pessoal.
O desta semana começou com um ligeiro aquecimento, depois dividiu-se o grupo em 3 (caminhada, mais lento e mais rápido) e cada um desses grupos percorreu durante 40 minutos os caminhos do EUL. Passados os 40 minutos agrupou-se novamente toda a gente para uns alongamentos e tivemos direito a água e tudo. Depois disso fomos até uma zona mais inclinada onde foi explicado a maneira mais correta de efetuarmos uma subida a correr, de forma a mantermos uma postura correta, facilitando assim a respiração e aliviando a pressão exercida nos joelhos.
Para a semana vai ser feito um Teste de Cooper para avaliar a condição de cada um e daqui a uns tempos irão repetir para se analisar a evolução pessoal.
Como era dia de aniversário de um dos membros do Correr Lisboa, fomos ainda brindados com uma fatia de bolo (mas apenas para quem cantou os parabéns). :)
É o treino ideal para:
- quem nunca correu e tem curiosidade em saber o quanto é bom correr;
- todo os que não gostam de correr sozinhos;
- quem corre pouco e acha que está a ser difícil evoluir;
- quem já corre regularmente mas que quer melhorar a sua técnica de corrida
- quem gosta de vez em quando de variar o seu treino e treinar acompanhado num ambiente divertido e descontraído;
Resumindo é bom para todos.
Sem dúvida um evento a repetir sempre que possa e que recomendo vivamente.
Participem num treino destes e depois venham aqui dar a vossa opinião do que acharam.
Fotos minhas deste treino
Todas as fotos do treino publicadas no facebook do grupo Correr Lisboa
É o treino ideal para:
- quem nunca correu e tem curiosidade em saber o quanto é bom correr;
- todo os que não gostam de correr sozinhos;
- quem corre pouco e acha que está a ser difícil evoluir;
- quem já corre regularmente mas que quer melhorar a sua técnica de corrida
- quem gosta de vez em quando de variar o seu treino e treinar acompanhado num ambiente divertido e descontraído;
Resumindo é bom para todos.
Sem dúvida um evento a repetir sempre que possa e que recomendo vivamente.
Participem num treino destes e depois venham aqui dar a vossa opinião do que acharam.
Fotos minhas deste treino
Todas as fotos do treino publicadas no facebook do grupo Correr Lisboa
terça-feira, 6 de agosto de 2013
V TLNO
Sábado foi dia de ir até à bela vila de Óbidos para participar nos 26km do TLNO (Trail Noturno da Lagoa de Óbidos).
AVISO: O texto é longo, por isso, podem já saltar para a parte que diz RESUMO.
Saí de Lisboa, acompanhado da minha esposa e do casal Ornelas (André e Rute). Ao chegarmos a Óbidos encontrámo-nos com a Inês e restante família, e mais tarde juntou-se a nós o Ildebrando.
Assistimos todos juntos à partida do pessoal dos 50km às 21h e depois eu, o André, a Inês e o Ildebrando fomos para o cimo da vila, para o local onde se iria realizar o briefing com a explicação do trajeto, marcações a seguir, abastecimento, etc. do TLNO.
Aqui reparei que, no meio, dos cerca de 400 atletas, apenas 3 tinham o frontal utilizado na Urban Night. Precisamente eu, o André e a Inês. Mais tarde percebi o motivo de mais ninguém utilizar aquela maravilha e de ter uma luz a sério.
Às 21:45h foi dada a partida e lá fomos. O Ildebrando foi à vida dele (e fez uma prova muito boa com um tempo final de 2h59m13s), e eu segui com a Inês e o André.
Os primeiros kms da prova deram para rolar +/- bem e aos 5km deparamo-nos com uma descida muito técnica e que tinha que ser feita com muito cuidado. Assistimos a muitas escorregadelas, mas nada de grave. O André tem andado com alguns problemas devido a uma fascite plantar e este tipo de terreno não o ajudou muito, sentindo algumas dificuldades nesta fase da corrida. Dissemos-lhe que o melhor seria ficar no abastecimento ao km 8, porque ainda faltavam 18km para o fim e não valia a pena agravar a lesão.
Chegámos ao abastecimento e o André como é ajuizado resolveu.................continuar (e com essa decisão acabou depois por vencer, com distinção, o prémio de "Teimoso do Ano"). Disse que ia mais devagar e para eu seguir com a Inês, porque ele ficava bem. Tinha também telemóvel e se fosse necessário ligava-me.
Nesta fase da prova, corremos cerca de 5km, por uma estrada larga de terra sempre junto à lagoa e deu para rolar bastante bem. Foi uma parte porreira, porque fomos sempre na conversa e sem grandes preocupações em ir atentos às marcações do trajeto. Aqui já o meu frontal mal se via e tive que recorrer à lanterna que levava na mochila e que (bem) me iluminou até ao final.
Ao km 14 tivemos o segundo (e último) abastecimento. Foi um abastecimento de sólidos e líquidos muito bom e variado, mas pecou por ser muito cedo, pois ainda faltavam 12kms para o final da prova.
Depois entramos numa parte muito gira com zonas de pinhal, passagens por canaviais e vegetação alta. Já perto do km 19 ou 20 (não sei precisar), vimos pessoal aglomerado e pensámos que houvesse alguma descida complicada (antes fosse), mas não, era nada mais nada menos que um canal cheio de lodo que tínhamos que atravessar,, enterrados até ao joelhos. Sem outra hipótese possível lá atravessei aquilo.
Esta passagem pelo lodo, foi um autêntico soco no estômago e a nível anímico deixou-me completamente de rastos. Vi que a Inês continuava forte e como ia mais gente junto a nós num ritmo bom disse-lhe para seguir com eles e aproveitar a boleia.
Um pouco mais à frente há uma atleta que me cede passagem num troço e me parece em dificuldades, pergunto-lhe se está bem e ela diz que tinha torcido o joelho e por isso não podia forçar muito. Respondi-lhe que seguiria com ela até à chegada a Óbidos e lá fomos, ora correndo, ora andando.
Chegámos ao km 24 e eu incentivei-a a dizer que faltava apenas 1km, ao que ela respondeu a dizer que tinha feito a prova o ano passado, que o trajeto tinha sido o inverso e que se lembra de chegar aquela zona já com 3km, por isso, seria essa a distância que faltava para o final. Uns metros à frente estava um rapaz da organização e indicar o caminho e a dizer que faltava pouco mais de 1km. Algo não batia certo. Mais à frente percebemos o que era. Novo aglomerado de atletas e mais lodo, mas desta vez passando por dentro de um túnel com cerca de 30 metros de comprimento e com uma altura em que íamos tão curvados que quase tocávamos com o queixo naquela porcaria.
Depois disso tivemos uma subida até perto do castelo e para terminar fomos presenteados com uma escadaria até à muralha.
Junto à muralha vejo uma entrada, ouço aplausos e penso "Que porreiro, agora deve haver público a aplaudir ao longo da vila, até chegar à meta" e não me enganei. Só me enganei no facto da meta ser ali mesmo e assim que acabei de ter aquele pensamento, estavam dois senhores à minha frente a felicitar-me, a entregar a caneca alusiva à prova e a retirarem o chip do dorsal.
Depois foi atirar-me à sopa, chá, melancia, melão, bolachas e água existente no final e ir ter com a esposa e amigos que lá estavam, para esperar-mos pela chegada do André. Ainda encontrei a Rute e o Vítor que também fizeram a prova.
Resumo:
- Foi o meu segundo trail. O primeiro tinha sido os 20km de Sesimbra.
- Bati o meu record de distância percorrida (26,20km) e maior duração de prova (3h47m17s)
- O facto do trail ter sido à noite, não conseguimos aproveitar as paisagens que estas provas nos proporcionam.
- Descobri como é importante ter um bom frontal em vez de uma luz fosca
- As 3 travessias no lodo podiam não fazer parte do percurso. Acho piada aos trilhos em que se atravessam riachos de água cristalina, mas sítios de lodo e lama e não são o meu género, daí não achar muita píada a provas como o Comando Challenge e outras do género.
- Para o ano logo se vê, mas em principio lá estarei.
AVISO: O texto é longo, por isso, podem já saltar para a parte que diz RESUMO.
Saí de Lisboa, acompanhado da minha esposa e do casal Ornelas (André e Rute). Ao chegarmos a Óbidos encontrámo-nos com a Inês e restante família, e mais tarde juntou-se a nós o Ildebrando.
Assistimos todos juntos à partida do pessoal dos 50km às 21h e depois eu, o André, a Inês e o Ildebrando fomos para o cimo da vila, para o local onde se iria realizar o briefing com a explicação do trajeto, marcações a seguir, abastecimento, etc. do TLNO.
![]() |
| Ildebrando, amigo da Inês, Inês, eu e o André |
Aqui reparei que, no meio, dos cerca de 400 atletas, apenas 3 tinham o frontal utilizado na Urban Night. Precisamente eu, o André e a Inês. Mais tarde percebi o motivo de mais ninguém utilizar aquela maravilha e de ter uma luz a sério.
![]() |
| Momentos antes da partida. É sempre este o ambiente antes, durante e após uma prova de trail. |
Às 21:45h foi dada a partida e lá fomos. O Ildebrando foi à vida dele (e fez uma prova muito boa com um tempo final de 2h59m13s), e eu segui com a Inês e o André.
Os primeiros kms da prova deram para rolar +/- bem e aos 5km deparamo-nos com uma descida muito técnica e que tinha que ser feita com muito cuidado. Assistimos a muitas escorregadelas, mas nada de grave. O André tem andado com alguns problemas devido a uma fascite plantar e este tipo de terreno não o ajudou muito, sentindo algumas dificuldades nesta fase da corrida. Dissemos-lhe que o melhor seria ficar no abastecimento ao km 8, porque ainda faltavam 18km para o fim e não valia a pena agravar a lesão.
Chegámos ao abastecimento e o André como é ajuizado resolveu.................continuar (e com essa decisão acabou depois por vencer, com distinção, o prémio de "Teimoso do Ano"). Disse que ia mais devagar e para eu seguir com a Inês, porque ele ficava bem. Tinha também telemóvel e se fosse necessário ligava-me.
Nesta fase da prova, corremos cerca de 5km, por uma estrada larga de terra sempre junto à lagoa e deu para rolar bastante bem. Foi uma parte porreira, porque fomos sempre na conversa e sem grandes preocupações em ir atentos às marcações do trajeto. Aqui já o meu frontal mal se via e tive que recorrer à lanterna que levava na mochila e que (bem) me iluminou até ao final.
Ao km 14 tivemos o segundo (e último) abastecimento. Foi um abastecimento de sólidos e líquidos muito bom e variado, mas pecou por ser muito cedo, pois ainda faltavam 12kms para o final da prova.
Depois entramos numa parte muito gira com zonas de pinhal, passagens por canaviais e vegetação alta. Já perto do km 19 ou 20 (não sei precisar), vimos pessoal aglomerado e pensámos que houvesse alguma descida complicada (antes fosse), mas não, era nada mais nada menos que um canal cheio de lodo que tínhamos que atravessar,, enterrados até ao joelhos. Sem outra hipótese possível lá atravessei aquilo.
Esta passagem pelo lodo, foi um autêntico soco no estômago e a nível anímico deixou-me completamente de rastos. Vi que a Inês continuava forte e como ia mais gente junto a nós num ritmo bom disse-lhe para seguir com eles e aproveitar a boleia.
Um pouco mais à frente há uma atleta que me cede passagem num troço e me parece em dificuldades, pergunto-lhe se está bem e ela diz que tinha torcido o joelho e por isso não podia forçar muito. Respondi-lhe que seguiria com ela até à chegada a Óbidos e lá fomos, ora correndo, ora andando.
Chegámos ao km 24 e eu incentivei-a a dizer que faltava apenas 1km, ao que ela respondeu a dizer que tinha feito a prova o ano passado, que o trajeto tinha sido o inverso e que se lembra de chegar aquela zona já com 3km, por isso, seria essa a distância que faltava para o final. Uns metros à frente estava um rapaz da organização e indicar o caminho e a dizer que faltava pouco mais de 1km. Algo não batia certo. Mais à frente percebemos o que era. Novo aglomerado de atletas e mais lodo, mas desta vez passando por dentro de um túnel com cerca de 30 metros de comprimento e com uma altura em que íamos tão curvados que quase tocávamos com o queixo naquela porcaria.
![]() |
| O famoso e mal cheiroso túnel. |
Junto à muralha vejo uma entrada, ouço aplausos e penso "Que porreiro, agora deve haver público a aplaudir ao longo da vila, até chegar à meta" e não me enganei. Só me enganei no facto da meta ser ali mesmo e assim que acabei de ter aquele pensamento, estavam dois senhores à minha frente a felicitar-me, a entregar a caneca alusiva à prova e a retirarem o chip do dorsal.
Depois foi atirar-me à sopa, chá, melancia, melão, bolachas e água existente no final e ir ter com a esposa e amigos que lá estavam, para esperar-mos pela chegada do André. Ainda encontrei a Rute e o Vítor que também fizeram a prova.
Resumo:
- Foi o meu segundo trail. O primeiro tinha sido os 20km de Sesimbra.
- Bati o meu record de distância percorrida (26,20km) e maior duração de prova (3h47m17s)
- O facto do trail ter sido à noite, não conseguimos aproveitar as paisagens que estas provas nos proporcionam.
- Descobri como é importante ter um bom frontal em vez de uma luz fosca
- As 3 travessias no lodo podiam não fazer parte do percurso. Acho piada aos trilhos em que se atravessam riachos de água cristalina, mas sítios de lodo e lama e não são o meu género, daí não achar muita píada a provas como o Comando Challenge e outras do género.
- Para o ano logo se vê, mas em principio lá estarei.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Ultra Maratona Atlântica (Melides-Troia) 2013
De forma definitiva constato, que se torna para mim mais difícil começar um artigo do que acabar uma "ultra", o que a meu ver, não possui nada de negativo.
![]() |
| UMA - Ultra com Muita Areia |
A Ultra Maratona Atlântica (UMA), chamou a atenção no ano passado. Tinha começado a correr há pouco tempo e qualquer corrida de longa distância, estava longe dos objetivos.
Com o passar do tempo, a realização de treinos e provas mais longas, os objetivos também se alteram e tornam-se mais ambiciosos. Após a abertura das inscrições da UMA, pouco demorou até à minha inscrição.
Os amigos do costume (Tiago, André e Quaresma), já tinham combinado ir até ao local da prova, para fazer os últimos 10 km em forma de treino e para me apoiarem numa altura em já sabíamos que estaria mais debilitado.
A deslocação para a UMA é um pouco diferente das outras provas. Uma vez que tinha boleia garantida para o regresso, arranjei boleia para Setúbal, através de uns amigos dos trilhos.
O dia começou cedo, por volta da 4h00.
Ficou combinado que o ponto de encontro seria às 5h00 em Tercena, e assim ir com tempo para apanhar o barco em Setúbal às 6h00. Chegámos dentro do previsto e seguimos para Tróia. Apanhámos o autocarro para Melides onde ainda deu para dormir um pouco.
Ao chegar a Melides, fui levantar os dorsais. Após a confirmação de alguns dados pessoais, recebi o dorsal (nº 69) que por motivos óbvios foi um sucesso, uma t-shirt, um buff, uma barra e um gel energético, uma maçã e uma garrafa 1 litro de água.
Depois foi só aguardar, aproveitar para conversar com alguns amigos e tirar as fotografias da praxe, até ao tiro de partida.
![]() |
| "Loucos" |
É dado o sinal de inicio da prova e lá seguimos em frente, porque na UMA pouco mais há a fazer do que seguir em frente. Água do lado esquerdo, dunas do lado direito e areia ao centro.
![]() |
| Início da corrida |
Na fase inicial, há uns que optam pela areia molhada mas com desnível, outros seguem pela areia solta mas plana. Andei durante 2 ou 3 km pela areia solta, até decidir experimentar o plano inclinado, mas não correu muito bem.
Nas vésperas da prova as dúvidas prendiam-se com o calçado. Seria melhor usar as sapatilhas de estrada, ou os de trail? Acabei por me decidir por levar os de estrada.
Os de estrada são mais folgados e esta folga no plano inclinado, causou uma fricção anormal. Cada vez que procurava fugir das ondas, o problema agravava-se e perto do km 5, já sentia um grande ardor no pé direito. Sabia que não podia correr mais ali e regressei ao plano com areia solta.
Ao fim de 12 km já estava todo moído, tinha uma bolha grande no pé direito, e o peso da água fazia-me mossa. Carreguei a mochila com 2 garrafas de 0,5L e enchi a bolsa com a capacidade máxima que é cerca de 1,5 L. Resolvi despejar parte de uma garrafa, mas a meio do processo reparo que faltam 16 km até ao abastecimento na Comporta, e que toda a água me fazia falta, não apenas para beber, mas também para refrescar a cabeça.
Aos 18 km e um misero ritmo médio de 9:30m/km, finalmente passou o martírio, a maré já estava suficientemente baixa para se formar "a estrada" e poder correr num piso um pouco mais sólido. Aproveitei a água do mar para molhar os pés e assim aliviar a sensação de ardor da bolha e das unhas.
Com a melhoria das condições do terreno, os tempos por km baixaram e andei sempre perto dos 7m/km.
Os km foram passando e assim cheguei ao abastecimento ao km 28,5 ... já sem água nas reservas.
A organização forneceu 2 garrafas de 0,5L. Bebi metade de uma delas e o restante coloquei na mochila.
Aproveitei para descansar um pouco enquanto lutava contra a mochila, porque não conseguia fechar a bolsa de hidratação (estive a bater mal durante 1 ou 2 minutos :) )
Saí do abastecimento acompanhado de outro corredor e mantivemos um ritmo estável durante algum tempo, até que vejo no horizonte, os 3 amigos que tiraram o dia para me acompanharem nos últimos km.
Aproveitei para aumentar o ritmo, levado pela "frescura" que eles apresentavam, queixei-me das dificuldades, mas a conversa pouco durou. As energias que tinha recuperado no abastecimento, fugiram e pouco reagi aos incentivos de conversa dos companheiros e os últimos kms foram feitos em modo automático.
Chegado à meta, uma sensação de objetivo realizado e cumprido. Com um tempo de 6h01m fiquei no tempo máximo previsto à partida, pois pensei em demorar entre 5h30 a 6h00.
Atirei-me ao melão e à melância que a organização forneceu, assim como a um refrigerante fresco. Soube-me pela vida.
Ainda deu tempo para o banho na praia e um lanche ajantarado com os companheiros e respectivas famílias na Comporta. Excelente maneira de passar um dia. :)
A UMA deste ano está feita e para o ano logo se vê.
No que diz respeito à organização do evento, esteve em todos os aspetos em grande nível. Desde a recepção, o acompanhamento ao longo da prova, até ao fim. Nada a apontar.
Os deuses do tempo, também foram agradáveis e proporcionaram um céu limpo mas com temperaturas bem amenas, comparadas às que se fizeram sentir, nas semanas anteriores a este evento.
Mais um agradecimento (todos os que der são poucos) aos companheiros de corrida, que incentivaram e acompanharam nos derradeiros kms, pois sem eles teria sido muito mais penosa, a chegada à meta.
![]() |
| A jeito para a fotografia |
![]() |
| Ornelas no apoio (os outros esconderam-se) |
Percurso
Aqui ficam os gráficos:
Resumo
![]() |
quinta-feira, 25 de julho de 2013
UMA 2013 - Antevisão
Domingo realiza-se a Ultra Maratona Atlântica 2013 (UMA). Para os mais distraídos, a UMA é uma corrida de 43km, sempre pela praia, com partida em Melides e meta em Tróia.
Desde que começámos a correr e que o meu amigo Vitório se começou a interessar por corridas longas, que esta prova saltou para a sua "to do list...". E então decidiu participar já na edição deste ano.
No momento em que comunicou ao resto do grupo, que já tinha feito a inscrição, dissemos-lhe que o acompanharia-mos nos últimos 10kms da prova para lhe dar ânimo (porque força ele tem que chegue para ele e para mais 3 ou 4 de nós). Como diz o Pedro ao jeito de Jorge Jesus "O Vitório tá muita forte".
Então domingo irei de manhã, com o Pedro, o André e respetivas famílias para a bonita praia de Tróia. Depois deixamos as esposas e crianças na zona da chegada e vamos os 3 até à perto da Comporta (um pouco antes, porque da Comporta a Tróia ainda são 15kms e aí corríamos o risco de não ter pedalada para o acompanhar, mesmo ele vindo já com 28km nas pernas), para depois o acompanhar nessa reta final e assistir à sua passagem triunfal na meta e à concretização de mais um sonho.
Quem sabe se daqui a uns tempos não estaremos também a 10km de Chamonix para o acompanhar também a riscar mais uma linha da sua "to do list..." ;)
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Tudo (quase) perfeito.
Ao desafio que lancei no post anterior (treino longo Odivelas-Amoreiras-divelas), responderam afirmativamente nada mais, nada menos que o "Dean Karnazes da Amadora" e o "Kilian Jornet de Odivelas", também conhecidos por Vitório e Ildebrando, respetivamente.
Só pela apresentação dos atletas, podem perceber na embrulhada em que me enfiei. O Vitório para a semana vai fazer os 43km da Ultra Maratona Atlântica (Melides-Tróia), o Ildebrando está a preparar com rigor a sua primeira maratona a realizar em Outubro.
Tal como combinado às 6:30h, estava tudo a postos para dar início ao treino.
![]() |
| Ildebrando, Vitório e eu (só ao chegar a casa reparei que enquanto eu sorria inocentemente para a foto, o sorriso deles já tinha algo de maléfico). :) |
O ritmo médio pensado inicialmente seria de 5:45m/km e sabia que para as coisas não fugirem ao previsto teria que ser eu a controlar o relógio e a pôr travões nos meninos. O primeiro km foi feito perto dos 6 minutos, mas os 2 seguintes já foram a 5:30. Ao km 4 chegamos à Calçada de Carriche e naturalmente fomos novamente para os 6m/km. Já no Lumiar e em terreno plano avisaram-me que como a subida tinha sido lenta, era necessário acelerar um pouco também para compensar depois a subida que iríamos ter ao km 11 na do Marquês de Pombal para as Amoreiras (estão a ver a raça desta malta).
Como no dia 3 de Agosto vou fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos, e ainda não tinha experimentado correr com a mochila*, resolvi levá-la para este treino, com quase 2 litros de água, bolachas, gel, barra de cereais e papel higiénico (para simular o que irei levar para o trail).
Os meus amigos não levaram rigorosamente nada e, por isso, por duas vezes perguntei se não queriam parar para beber água (não tanto por estar preocupado com eles, mas sim para eu aproveitar esses momentos para descansar). Só ao km 16, resolveram parar num posto de gasolina. "Ah que bom, finalmente vou conseguir recuperar o fôlego por uns instantes." (pensei eu), mas ao fim de 30 segundos "Vá, embora temos de continuar para as pernas não arrefecerem". E pronto lá tive que seguir viagem ainda com os pulmões bem perto das amígdalas.
Os kms seguintes fizeram-se praticamente sempre em plano e a descer e o km 19 foi até o mais rápido de todos (5:16m/km). Depois disso, o cansaço já era muito e comecei a sentir dores em ambos os pés, sinal de duas "belas" bolhas. Avisei os meus companheiros de corrida que iria apenas "arrastar-me até aos 21,5km, para bater o meu recorde pessoal de distância e que depois iria andar no km que faltava até casa, por isso, eles podiam seguir o ritmo deles que eu ficava bem. E assim foi, parei aos 21,58km, com 2 recordes pessoais (distância e 1/2 maratona), muito satisfeito com a minha prestação e mais ainda por eles terem continuado esse último km, por seria muito mau para mim sentir que tinha prejudicado (mais ainda) o ritmo de treino deles.
Concluindo, foi um treino com um grau de satisfação de 99% (apenas falhou, por não ter conseguido atingir os 25km pensados inicialmente). O tempo estava muito bom para correr, a companhia foi excelente e tivemos 2 horas de muita conversa boa, apenas interrompida da minha parte na subida para as Amoreiras, onde avisei logo que só falaria no final da mesma. Muito obrigado aos dois pelo companheirismo, animação e paciência.
Ficou sem dúvida a vontade de repetir, mas em terrenos mais acidentados (trail), quando os calendários de férias e objetivos de treino o permitirem.
Fica a foto resumo e o link para os detalhes do treino:
*De início foi um pouco estranho correr de mochila devido ao peso extra, mas depressa essa sensação desapareceu e não senti qualquer incómodo. A mochila molda-se muito bem às costas e ao peito. Para os trails/treinos longos que penso fazer, acho que serve muito bem. Passou com nota muito positiva neste primeiro teste.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Treino 25km próximo domingo
No domingo (dia 21) vamos fazer um treino longo (25km), de Odivelas até às Amoreiras e regressar a Odivelas.
Deixo aqui o percurso que vamos fazer e um convite a todos os que se queiram juntar a nós, para o trajeto todo ou apenas uma parte dele (conforme preferirem).
A partida vai ser cedo (6:30h), para evitar o calor.
O ritmo vai rondar os 5:45e os 6:00m/km.
Encontro e partida junto ao Pavilhão Multiusos de Odivelas.
Percurso: ODIVELAS, Sr. Roubado, Calçada de Carriche, Campo Grande, Saldanha, Marquês Pombal, AMOREIRAS, Campolide, Sete-Rios, Carnide, Pontinha, ODIVELAS.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Inauguração
Declaro oficialmente aberto este novo espaço.
À semelhança do que acontece com outros blogues, este em vez de ser um blog pessoal, é antes um blog corporativo, composto pelos amigos que inicialmente
formaram o grupo no facebook Correr por Nós (eu, André, Bruno, Pedro e Vitório) quando em Abril de 2012 resolveremos começar a correr, para melhorar a nossa condição física e bem-estar.
Aqui vamos relatando os nossos treinos e provas (na grande maioria feitos em conjunto), mas também tudo o resto que nos apeteça falar, sempre relacionado com a corrida ou atividade física em geral.
Beijinhos, abraços e boas corridas.
PS - Os posts anteriores resultam da fusão dos blogs "Tigas a correr", "Nem 80 nem 8" e "As corridas do ChicoZé".
PS - Os posts anteriores resultam da fusão dos blogs "Tigas a correr", "Nem 80 nem 8" e "As corridas do ChicoZé".
segunda-feira, 1 de julho de 2013
34ª Corrida das Fogueiras
Sábado foi dia de ir até Peniche fazer a estreia na tão elogiada Corrida das Fogueiras. Depois de ler e ouvir muita coisa boa, por parte de outros atletas, as expetativas para esta corrida eram elevadas e sabemos que isso às vezes pode ser mau. Mas o que é certo é que as Fogueiras foi tudo o que tinha imaginado e ainda mais.
Não vou falar muito sobre o percurso, nem esse tipo de coisas mais técnicas. Vou apenas dizer o quanto me diverti na tarde/noite de sábado na bonita cidade de Peniche.
Parti de Lisboa com a esposa e o casal Ornelas (Rute e André), de Lisboa por volta das 17:30h e uma hora depois estávamos a estacionar bem perto da zona de partida da prova. Demos um passeio pelo porto e aí o ambiente já estava a ficar muito animado. Fomos jantar e entretanto chegou o casal Quaresma (Vera e Pedro) que se juntou a nós com os filhotes e já mais perto das 21h o casal Correia (Sandra e Bruno) com o Luís (irmão do Bruno).
Antes da prova ainda encontrei o casal Quintaninha (Sónia e Miguel) e o Pedro e a Carla.
![]() |
| Os Atletas - André, Rute, eu, Luís, Pedro com o Gonçalo ao colo e o Bruno. A Rute foi com o Luís aos 6km das Fogueirinhas e os restantes fomos aos 15km da Fogueiras. |
![]() |
| Foto tirada pela Carla "Correr (a dois) é vício". Pareço zangado mas devia ser apenas por ter o sovaco do Bruno demasiado perto da minha cara. :) |
![]() |
| Os 4, minutos antes da partida. |
Fiz a prova sempre com o André e o Pedro Quaresma (o Bruno ficou um pouco para trás), num ritmo calmo e que deu para ir conversando. Durante o percurso consegui cumprimentar muito pessoal blogueiro, que é sempre muito porreiro encontrar. Como o João Lima e a Isa e um pouco mais à frente a Anabela (que ainda não conhecia pessoalmente).
Chegámos à meta +/- 1h25m depois do tiro (foguetes) de partida, mas o que fica desta prova foi mesmo o convívio entre nós e respetivas famílias, os amigos/conhecidos destas "loucuras" tão boas que são as corridas e o maravilhoso e incansável público de Peniche que apoiou todos os atletas ao longo de quase todo o percurso e que mostrou que gosta de receber e de ver a sua terra cheia destes quase 2500 malucos
que vão até lá para correr, num sábado às 21:30h.
terça-feira, 18 de junho de 2013
2º Treino Solidário Correr Lisboa
Sábado foi dia de ir às 9 horas, à loja da Pro Runner, no Parque das Nações, para participar no 2º Treino Solidário organizado pelo Correr Lisboa. Este treino teve como padrinho o autor do blog "O Arrumadinho" e as doações (material escolar) reverteram para a Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro).
Fui com o Nuno Campôto e o casal Ornelas (Rute e André). Ao chegarmos lá entregamos à Sandra (Correr Lisboa) o material que levávamos para a Acreditar e demos dois dedos de conversa. Encontrei mais uns quantos amigos destas andanças, entre eles o casal João Campos e Elsa, o Hugo Dinis e o Bruno Soares. Por volta das 9:30h houve um pequeno briefing sobre o evento e separou-se os atletas em três grupos, o pessoal da caminhada de 3km, os da corrida de 5km e os da corrida de 10km.
A Rute ia fazer a caminhada e o André ia acompanhar o Nuno que anda um pouco mais lento, por isso, fui com o Hugo Dinis. O 1º km foi feito num ritmo calmo (5:26), entretanto o Hugo sugeriu que nos aproximasse-mos do grupo da frente que iria um pouco abaixo dos 5m/km, o que fez com que os kms seguintes fossem num ritmo elevado. Perto do km 5 vi que não conseguiria aguentar aquele ritmo os 10kms e então no ponto de retorno resolvi deixá-los ir, abrandei e fui esperando pelo André que já tinha deixado o Nuno um pouco para trás. No km 6, por baixo da Ponte Vasco da Gama, parámos num chafariz para beber água fazendo com que esse km ficasse com um registo de 7m43s. Depois seguimos sempre +/- entre os 5:20 e os 5:30, completando os 10km com uma média total de 5:28m/km.
No final do treino, houve uma sessão de alongamentos e no interior da loja foi distribuida água, isotónico, maçãs e bananas e ainda preenchemos um papel para nos habilitar-mos a 3 prémios num sorteio final (umas palmilhas de gel, um livro do Arrumadinho "Desamor" e uns ténis Adidas), mas não me calhou nenhum. :)
Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada, em excelente companhia e com uma causa muito nobre que é a solidariedade. Parabéns aos Correr Lisboa (que estão a fazer um excelente trabalho e a contribuir para que haja cada vez mais gente a correr), ao Arrumadinho por ter apadrinhado este treino e à loja Pro Runner.
![]() |
| Rute, Nuno, André e eu |
![]() |
| Na Pro Runner, à conversa com o Bruno e o Hugo |
![]() |
| O grupo completo (estou quase ao centro, mesmo à frente sentado no chão) |
![]() |
| Os quatro iniciais com o bem disposto casal João e Elsa |
![]() |
| Do lado direito, momentos antes do briefing |
![]() |
| Com o Hugo e "o Arrumadinho" |
![]() |
| Já no caminho de regresso com o André |
![]() |
| Assim que terminámos o treino, fomos "apanhados" pela Sandra (Correr Lisboa) |
domingo, 16 de junho de 2013
Os 8 que foram só 6,5
Um mês e meio sem correr e com três semanas de fisioterapia, voltei a calçar os ténis de corrida.
Estive uns dias de férias, mas como a miúda adoeceu, as noites foram muito mal dormidas e por isso também não havia vontade de correr.Quinta-feira ela já estava melhor e como a noite foi mais tranquila, fui correr.
Tinha programado fazer um treino de 8km (4km ida e volta) nas calmas, mas os dois primeiros kms foram um pouco mais rápidos do que aquilo que queria e obriguei-me mesmo a abrandar.
Estava calor e aos 3,5km comecei a sentir sede (algo que nunca me tinha acontecido, pois nos treinos até 10km, nunca precisei de levar água).
Dei a volta aos 4km como planeado mas a sede aumentou cada vez mais e não havia nenhum ponto com água nas proximidades. Aos 6,5km passei junto ao centro de saúde de Tavira e resolvi mesmo parar para beber água e refrescar-me.
![]() |
| E foi assim o 1º treino com o Pereira |
Boas corridas para todos.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
De regresso.......... mas só à escrita
Pois é, querido blog, há já algum tempo que não vinha cá dar notícias. E o motivo é? Não havia notícias.
No fim de semana após a Corrida da Liberdade, ressenti-me da lesão da coxa e voltei a parar. Após nova ida ao médico fui aconselhado a "paragem de toda a atividade física e fisioterapia".
Iniciei hoje a primeira das 15 sessões de fisioterapia, para ver se recupero de vez. Por muito que me custe estar sem correr, desta vez vou fazer as coisas como deve ser e calha bem porque também não tinha nenhuma prova para esta altura. A próxima será a Corrida das Fogueiras a 29 de Junho.
Entretanto fiz anos e como tenho uns familiares e amigos fantásticos, fizeram a chamada "vaquinha" e ofereceram-me este menino que agora vos apresento, e que imediatamente batizei de Sr. Pereira ou apenas Pereira (que nisto das corridas somos todos iguais e não há cá senhores, nem doutores nem outros "ores").
![]() |
| O Pereira, também conhecido por Garmin 310XT |
Por brincadeira, os meus amigos, que também têm relógios com GPS, atribuem nomes ao "virtual trainer", como forma de incentivo pessoal nas provas em que estabelecemos um ritmo médio. Como tal, resolvi apelidar o meu novo parceiro de corridas de Sr. Pereira.
O motivo da minha escolha resido no facto de ter um colega de trabalho (António Pereira), que conta já com 59 anos de idade e que quase 40 de corridas, com excelentes resultados alcançados, principalmente na categoria de Veterano. Desde que me iniciei nas corridas, com mais alguns colegas, há pouco mais de um ano, que o Sr. Pereira tem sido uma grande fonte de inspiração para nós e um local onde vamos "beber" muitas dicas, experiência e conselhos.
Como consigo iludir alguma malta que me rodeia e pensam que sou mesmo atleta. Para além do relógio recebi ainda esta t-shirt (e ainda um vale da SportZone):
Agora resta-me esperar que estas 3 semanas de tratamento passem depressa e que tragam os resultados previstos, para que possa estrear o "Pereira" e a nova t-shirt pelas estradas e trilhos do país. :)
Beijinhos e abraços a todos e não se esqueçam de ir correndo.
domingo, 28 de abril de 2013
36ª Corrida da Liberdade
Dia 25 de Abril, como habitualmente, realizou-se mais uma edição (a 36ª) da Corrida da Liberdade, que tem como percurso, o mesmo trajecto que os carros percorreram no dia da revolução em 1974, desde a Pontinha aos Restauradores.
Como morei praticamente toda a minha vida na Pontinha, desde muito novo que me habituei a assistir a esta prova, que passa mesmo à porta dos meus pais. E assim que apanhei o bichinho da corrida, esta prova passou a figurar como um dos meus grandes objetivos. O ano passado não estava cá nesta altura, mas este ano não podia falhar.
Encontrei-me com o Vitório e fomos para a Pontinha às 9:45h, onde nos encontrámos com o Pedro e o André. Entretanto chegou o Bruno mais o irmão e ficámos à conversa também com o Quintaninha.
Fomos vendo mais pessoal conhecido e fomos cumprimentar o Pedro Carvalho e os seus amigos que formam agora os Bip-Bip Runners e tirámos a foto de grupo da praxe.
![]() |
| Os "Correr por Nós" com os "Bip-Bip Runners" |
Fizemos um ligeiro aquecimento e às 10:15h fomos para dentro do quartel para nos prepararmos para a partida.
| Já dentro do quartel. |
Após uma bonita largada de pombos, foi dada a partida da prova. Fui logo junto com o Vitório e devido à quantidade de participantes, o primeiro km foi feito num ritmo mais lento (5:06m).
Ao longo do trajeto até Carnide ainda me lembro de ter cumprimentado a Rute e o Vítor e mais uns quantos conhecidos.
Aqui forçámos um pouco o andamento para nos fixarmos nos 4:55m/km que era o que tínhamos definido inicialmente e devido ao calor excessivo, não valia a pena acelerar mais nem pensar em grandes tempos. O abastecimento tardava a chegar e só chegou ao km 6, já com muitos atletas quase em "desespero". Bebi um pouco de água e o resto foi para despejar pela cabeça abaixo.
Sentia-me bem, metade da prova já estava feita, estávamos no ritmo pretendido, estava novamente mais fresco (devido à água) e sabia que depois dos túneis da Av. da Républica e do Saldanha seria sempre a descer até à meta, por isso, agora era só disfrutar da corrida e manter o andamento.
Foi bastante agradável fazer a Av. da Liberdade toda à sombra e com bastante público a incentivar. Junto à meta tinha os meus pais e a minha sobrinha que tinham participado na prova dos 5km.
Terminámos com 51:33m, o que deu uma média de 4:46m/km.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Scalabis Night Race 2013
Sábado foi dia de ir até Santarém participar na Scalabis Night Race.
Ao chegar ao km 9 ele diz-me "vamos agora dar tudo, porque hoje vais bater o record dos 10km". Disse-lhe que não era possível porque se tínhamos andado sempre perto dos 4:45, daria +/- 47m30s e o meu record dos 10km era de 46m49s. Mesmo assim dei o máximo e tentei sempre acompanhá-lo. Na recta final ele "picou-se" com outro atleta e pura e simplesmente sprintou (não sei onde foi buscar tanta força no final). Avistei o relógio da meta e marcava 45m56s, o que foi para mim uma enorme surpresa e alegria. Nesta zona estava muito público a assistir e a incentivar o pessoal, assim como o "speaker" da prova. Dei ainda uns "5" a duas crianças que diziam "quem não dá aqui 5, não tem sentido de humor". :)
Cortei a meta a lá estava o "sacaninha" Vitório a rir-se e a dizer "Parabéns. Como vês bateste o teu recorde!" e mostrou-me o relógio que registava 10km e 45m21s. Como pelo tempo de prova ele fez menos 6 segundos que eu, o meu tempo oficial foi de 45m27s o que faz com que tenha tirado mais de 1 minuto ao anterior record.
A prova era às 21h, mas como tínhamos que levantar os dorsais até às 18h, combinámos sair de Lisboa às 16h. Fomos nas calmas e chegámos a Santarém perto das 17h.
Fomos levantar os dorsais e ficámos por ali a ver o ambiente. Entretanto juntou-se ao grupo a família Quintanilha e um pouco depois começaram as provas da pequenada (por escalões) em que a escola de atletismo do Rui Silva e a Casa do Benfica de Abrantes estavam representadas em grande número de atletas. A animação também era porreira, o tempo estava muito bom e a companhia também era do melhor.
Por volta das 20h fomos ao carro equiparmo-nos e começar a preparação para a prova. Tirámos a foto de grupo e fomos fazer um (mini) aquecimento, porque começámos a ver que o pessoal já estava a começar a alinhar-se para a partida.
![]() |
| O grupo completo antes da prova. |
As partidas das duas provas (10km e 5km) eram separadas por 15 minutos e por isso não havia muita confusão.
Em termos de objectivos não tinha nada planeado. Tratava-se de uma prova atípica (tirando a da marginal, não é costume correr a esta hora), desconhecia por completo o trajecto e devido ao ambiente de festa em redor da prova e também à minha má condição física, seria uma prova apenas para disfrutar e pensar pouco em resultados.
Após a partida tentámos passar os atletas mais lentos e arranjar algum espaço para poder correr mais à vontade. O primeiro km era uma volta ao quarteirão e voltavamos a passar junto à partida, onde para além do pessoal que ia fazer os 5km, estava também muito público a aplaudir, o que é sempre muito agradável.
![]() |
| A minha passagem ao km 1, captada pela Rute Ornelas |
Sabia que o primeiro km tinha sido rápido (4:34m/km) (devido ao tentar "arranjar espaço"), mas não sabia quanto tempo tínhamos feito. Geralmente quando vou com o Vitório não ligo ao que a senhora do meu telefone diz, por isso, tiro-lhe o som e guio-me apenas pelo garmin dele. Ao km 2, apanhamos uma descida e o ritmo mantêve-se (4:26m/km), mas sabiamos que aquela parte seria de ida e como tal, daqui a pouco íamos subir. Ao km 3 comentámos que o ritmo estava muito forte e que teríamos de abrandar mas isso não aconteceu (4:24m/km). Ia com a boca bastante seca e antes do km 4 avistamos um abastecimento....................... de vinho tinto. Não bebi, mas bochechei como fazem os escanções profissionais.
![]() |
| Apanhado em flagrante. :) |
Um pouco mais à frente cruzámo-nos com pessoal da mini e tive a oportunidade de ultrapassar a grande campeã olímpica Rosa Mota, conseguindo apenas dizer-lhe um "força Rosa".
Várias vezes falámos que o andamento continuava muito forte e pensava para mim que em breve iria dar o estoiro. Perguntava ao Vitório qual o ritmo que íamos e ele (sacana) dizia-me que estavamos entre os 4:45 e os 4:55m/km.
A prova tinha alguns pontos em que invertiamos o sentido e aí conseguimos sempre ver que o André vinha a fazer também uma excelente prova.
Na segunda metade da prova notei que vinhamos a ultrapassar muita gente e poucos eram os que nos passavam. Não por estarmos mais rápidos (o andamento era o mesmo), mas talvez por alguma quebra nos outros atlestas. Continuava a perguntar ao Vitório qual o nosso ritmo e a resposta era a mesma, "está bom assim, vamos +/- a 4:50m/km".
Ao chegar ao km 9 ele diz-me "vamos agora dar tudo, porque hoje vais bater o record dos 10km". Disse-lhe que não era possível porque se tínhamos andado sempre perto dos 4:45, daria +/- 47m30s e o meu record dos 10km era de 46m49s. Mesmo assim dei o máximo e tentei sempre acompanhá-lo. Na recta final ele "picou-se" com outro atleta e pura e simplesmente sprintou (não sei onde foi buscar tanta força no final). Avistei o relógio da meta e marcava 45m56s, o que foi para mim uma enorme surpresa e alegria. Nesta zona estava muito público a assistir e a incentivar o pessoal, assim como o "speaker" da prova. Dei ainda uns "5" a duas crianças que diziam "quem não dá aqui 5, não tem sentido de humor". :)
Cortei a meta a lá estava o "sacaninha" Vitório a rir-se e a dizer "Parabéns. Como vês bateste o teu recorde!" e mostrou-me o relógio que registava 10km e 45m21s. Como pelo tempo de prova ele fez menos 6 segundos que eu, o meu tempo oficial foi de 45m27s o que faz com que tenha tirado mais de 1 minuto ao anterior record.
- Companhia excelente sempre em grande brincadeira e animação e todos estiveram muito bem na prova (o pessoal dos 10km bateram todos os anteriores recordes pessoais) e os dos 5km também andaram num bom ritmo.
- Organização excelente - Bom percurso. Muitos colaboradores na zona da partida/meta e em muitos pontos do percurso, incentivando também os atletas e sempre com um sorriso na cara. Muita animação (campinos, folcrore, tuna académica, etc.). Em vez da medalha, tivemos no final como prémio duas bifanas, uma bebida e um pampilho (tudo delicioso).
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















































