quinta-feira, 8 de agosto de 2013

4º Treino Correr Lisboa

Há cerca de um mês, o pessoal do Correr Lisboa, começou a organizar uns treinos todas as 3ªs feiras ao fim da tarde (19:15h) no Estádio Universitário de Lisboa (EUL). Devido à logística familiar, é uma hora muito complicada para mim, que como já referi algumas vezes, o único período em que consigo treinar é mesmo de madrugada.
Aproveitando o facto de ter "despachado" a miúda mais cedo de férias com os avós, resolvi desafiar a esposa a irmos ao treino. "Ah, mas eu nunca corri e não vou aguentar o ritmo" e coisas desse género foi a resposta que obtive. Felizmente a Sandra do Correr Lisboa, publicou no evento do facebook, que para além dos dois grupos habituais (um mais rápido e outro mais lento), iriam formar também um grupo de caminhada. Problema resolvido e desafio aceite. :)
Desafiei também o casal Ornelas e o casal Quintanilha que prontamente aceitaram.

Para além das vantagens do treino descritas neste artigo.
O treino conta ainda com a excelente reportagem fotográfica da Sandra Claro.

Os treinos têm sido sempre diversificados.
O desta semana começou com um ligeiro aquecimento, depois dividiu-se o grupo em 3 (caminhada, mais lento e mais rápido) e cada um desses grupos percorreu durante 40 minutos os caminhos do EUL. Passados os 40 minutos agrupou-se novamente toda a gente para uns alongamentos e tivemos direito a água e tudo. Depois disso fomos até uma zona mais inclinada onde foi explicado a maneira mais correta de efetuarmos uma subida a correr, de forma a mantermos uma postura correta, facilitando assim a respiração e aliviando a pressão exercida nos joelhos.
 Para a semana vai ser feito um Teste de Cooper para avaliar a condição de cada um e daqui a uns tempos irão repetir para se analisar a evolução pessoal.
 
Como era dia de aniversário de um dos membros do Correr Lisboa, fomos ainda brindados com uma fatia de bolo (mas apenas para quem cantou os parabéns). :)

É o treino ideal para:
- quem nunca correu e tem curiosidade em saber o quanto é bom correr;
- todo os que não gostam de correr sozinhos;
- quem corre pouco e acha que está a ser difícil evoluir;
- quem já corre regularmente mas que quer melhorar a sua técnica de corrida
- quem gosta de vez em quando de variar o seu treino e treinar acompanhado num ambiente divertido e descontraído;
Resumindo é bom para todos.

Sem dúvida um evento a repetir sempre que possa e que recomendo vivamente.
Participem num treino destes e depois venham aqui dar a vossa opinião do que acharam.


Fotos minhas deste treino
Todas as fotos do treino publicadas no facebook do grupo Correr Lisboa


terça-feira, 6 de agosto de 2013

V TLNO

Sábado foi dia de ir até à bela vila de Óbidos para participar nos 26km do TLNO (Trail Noturno da Lagoa de Óbidos).

AVISO: O texto é longo, por isso, podem já saltar para a parte que diz RESUMO.

Saí de Lisboa, acompanhado da minha esposa e do casal Ornelas (André e Rute). Ao chegarmos a Óbidos encontrámo-nos com a Inês e restante família, e mais tarde juntou-se a nós o Ildebrando.

Assistimos todos juntos à partida do pessoal dos 50km às 21h e depois eu, o André, a Inês e o Ildebrando fomos para o cimo da vila, para o local onde se iria realizar o briefing com a explicação do trajeto, marcações a seguir, abastecimento, etc. do TLNO.
Ildebrando, amigo da Inês, Inês, eu e o André

Aqui reparei que, no meio, dos cerca de 400 atletas, apenas 3 tinham o frontal utilizado na Urban Night. Precisamente eu, o André e a Inês. Mais tarde percebi o motivo de mais ninguém utilizar aquela maravilha e de ter uma luz a sério.

Momentos antes da partida. É sempre este o
ambiente antes, durante e após uma prova de trail.

Às 21:45h foi dada a partida e lá fomos. O Ildebrando foi à vida dele (e fez uma prova muito boa com um tempo final de 2h59m13s), e eu segui com a Inês e o André.

Os primeiros kms da prova deram para rolar +/- bem e aos 5km deparamo-nos com uma descida muito técnica e que tinha que ser feita com muito cuidado. Assistimos a muitas escorregadelas, mas nada de grave. O André tem andado com alguns problemas devido a uma fascite plantar e este tipo de terreno não o ajudou muito, sentindo algumas dificuldades nesta fase da corrida. Dissemos-lhe que o melhor seria ficar no abastecimento ao km 8, porque ainda faltavam 18km para o fim e não valia a pena agravar a lesão.

Chegámos ao abastecimento e o André como é ajuizado resolveu.................continuar (e com essa decisão acabou depois por vencer, com distinção, o prémio de "Teimoso do Ano"). Disse que ia mais devagar e para eu seguir com a Inês, porque ele ficava bem. Tinha também telemóvel e se fosse necessário ligava-me.
Nesta fase da prova, corremos cerca de 5km, por uma estrada larga de terra sempre junto à lagoa e deu para rolar bastante bem. Foi uma parte porreira, porque fomos sempre na conversa e sem grandes preocupações em ir atentos às marcações do trajeto. Aqui já o meu frontal mal se via e tive que recorrer à lanterna que levava na mochila e que (bem) me iluminou até ao final.

Ao km 14 tivemos o segundo (e último) abastecimento. Foi um abastecimento de sólidos e líquidos muito bom e variado, mas pecou por ser muito cedo, pois ainda faltavam 12kms para o final da prova.

Depois entramos numa parte muito gira com zonas de pinhal, passagens por canaviais e vegetação alta. Já perto do km 19 ou 20 (não sei precisar), vimos pessoal aglomerado e pensámos que houvesse alguma descida complicada (antes fosse), mas não, era nada mais nada menos que um canal cheio de lodo que tínhamos que atravessar,, enterrados até ao joelhos. Sem outra hipótese possível lá atravessei aquilo.

Esta passagem pelo lodo, foi um autêntico soco no estômago e a nível anímico deixou-me completamente de rastos. Vi que a Inês continuava forte e como ia mais gente junto a nós num ritmo bom disse-lhe para seguir com eles e aproveitar a boleia.

Um pouco mais à frente há uma atleta que me cede passagem num troço e me parece em dificuldades, pergunto-lhe se está bem e ela diz que tinha torcido o joelho e por isso não podia forçar muito. Respondi-lhe que seguiria com ela até à chegada a Óbidos e lá fomos, ora correndo, ora andando.

Chegámos ao km 24 e eu incentivei-a a dizer que faltava apenas 1km, ao que ela respondeu a dizer que tinha feito a prova o ano passado, que o trajeto tinha sido o inverso e que se lembra de chegar aquela zona já com 3km, por isso, seria essa a distância que faltava para o final. Uns metros à frente estava um rapaz da organização e indicar o caminho e a dizer que faltava pouco mais de 1km. Algo não batia certo. Mais à frente percebemos o que era. Novo aglomerado de atletas e mais lodo, mas desta vez passando por dentro de um túnel com cerca de 30 metros de comprimento e com uma altura em que íamos tão curvados que quase tocávamos com o queixo naquela porcaria.

O famoso e mal cheiroso túnel.
Depois disso tivemos uma subida até perto do castelo e para terminar fomos presenteados com uma escadaria até à muralha.
Junto à muralha vejo uma entrada, ouço aplausos e penso "Que porreiro, agora deve haver público a aplaudir ao longo da vila, até chegar à meta" e não me enganei. Só me enganei no facto da meta ser ali mesmo e assim que acabei de ter aquele pensamento, estavam dois senhores à minha frente a felicitar-me, a entregar a caneca alusiva à prova e a retirarem o chip do dorsal.

Depois foi atirar-me à sopa, chá, melancia, melão, bolachas e água existente no final e ir ter com a esposa e amigos que lá estavam, para esperar-mos pela chegada do André. Ainda encontrei a Rute e o Vítor que também fizeram a prova.

Resumo:
- Foi o meu segundo trail. O primeiro tinha sido os 20km de Sesimbra.
- Bati o meu record de distância percorrida (26,20km) e maior duração de prova (3h47m17s)
- O facto do trail ter sido à noite, não conseguimos aproveitar as paisagens que estas provas nos proporcionam.
- Descobri como é importante ter um bom frontal em vez de uma luz fosca
- As 3 travessias no lodo podiam não fazer parte do percurso. Acho piada aos trilhos em que se atravessam riachos de água cristalina, mas sítios de lodo e lama e não são o meu género, daí não achar muita píada a provas como o Comando Challenge e outras do género.
- Para o ano logo se vê, mas em principio lá estarei.




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ultra Maratona Atlântica (Melides-Troia) 2013


De forma definitiva constato, que se torna para mim mais difícil começar um artigo do que acabar uma "ultra", o que a meu ver, não possui nada de negativo. 

UMA - Ultra com Muita Areia

A Ultra Maratona Atlântica (UMA), chamou a atenção no ano passado. Tinha começado a correr há pouco tempo e qualquer corrida de longa distância, estava longe dos objetivos.

Com o passar do tempo, a realização de treinos e provas mais longas, os objetivos também se alteram e tornam-se mais ambiciosos. Após a abertura das inscrições da UMA, pouco demorou até à minha inscrição.

Os amigos do costume (Tiago, André e Quaresma), já tinham combinado ir até ao local da prova, para fazer os últimos 10 km em forma de treino e para me apoiarem numa altura em já sabíamos que estaria mais debilitado.

A deslocação para a UMA é um pouco diferente das outras provas. Uma vez que tinha boleia garantida para o regresso, arranjei boleia para Setúbal, através de uns amigos dos trilhos. 
O dia começou cedo, por volta da 4h00. 

Ficou combinado que o ponto de encontro seria às 5h00 em Tercena, e assim ir com tempo para apanhar o barco em Setúbal às 6h00. Chegámos dentro do previsto e seguimos para Tróia. Apanhámos o autocarro para Melides onde ainda deu para dormir um pouco.

Ao chegar a Melides, fui levantar os dorsais. Após a confirmação de alguns dados pessoais, recebi o dorsal (nº 69) que por motivos óbvios foi um sucesso, uma t-shirt, um buff, uma barra e um gel energético, uma maçã e uma garrafa 1 litro de água. 

Depois foi só aguardar, aproveitar para conversar com alguns amigos e tirar as fotografias da praxe, até ao tiro de partida. 
"Loucos"
É dado o sinal de inicio da prova e lá seguimos em frente, porque na UMA pouco mais há a fazer do que seguir em frente. Água do lado esquerdo, dunas do lado direito e areia ao centro.

Início da corrida
Na fase inicial, há uns que optam pela areia molhada mas com desnível, outros seguem pela areia solta mas plana. Andei durante 2 ou 3 km pela areia solta, até decidir experimentar o plano inclinado, mas não correu muito bem. 

Nas vésperas da prova as dúvidas prendiam-se com o calçado. Seria melhor usar as sapatilhas de estrada, ou os de trail? Acabei por me decidir por levar os de estrada.

Os de estrada são mais folgados e esta folga no plano inclinado, causou uma fricção anormal. Cada vez que procurava fugir das ondas, o problema agravava-se e perto do km 5, já sentia um grande ardor no pé direito. Sabia que não podia correr mais ali e regressei ao plano com areia solta.

Ao fim de 12 km já estava todo moído, tinha uma bolha grande no pé direito, e o peso da água fazia-me mossa. Carreguei  a mochila com 2 garrafas de 0,5L e enchi a bolsa com a capacidade máxima que é cerca de 1,5 L. Resolvi despejar parte de uma garrafa, mas a meio do processo reparo que faltam 16 km até ao abastecimento na Comporta, e que toda a água me fazia falta, não apenas para beber, mas também para refrescar a cabeça.

Aos 18 km e um misero ritmo médio de 9:30m/km, finalmente passou o martírio, a maré já estava suficientemente baixa para se formar "a estrada" e poder correr num piso um pouco mais sólido. Aproveitei a água do mar para molhar os pés e assim  aliviar a sensação de ardor da bolha e das unhas.

Com a melhoria das condições do terreno, os tempos por km baixaram e andei sempre perto dos 7m/km. 
Os km foram passando e assim cheguei ao abastecimento ao km 28,5 ... já sem água nas reservas.

A organização forneceu 2 garrafas de 0,5L. Bebi metade de uma delas e o restante coloquei na mochila.
Aproveitei para descansar um pouco enquanto lutava contra a mochila, porque não conseguia fechar a bolsa de hidratação (estive a bater mal durante 1 ou 2 minutos :) )

Saí do abastecimento acompanhado de outro corredor e mantivemos um ritmo estável durante algum tempo, até que vejo no horizonte, os 3 amigos que tiraram o dia para me acompanharem nos últimos km. 

Aproveitei para aumentar o ritmo, levado pela "frescura" que eles apresentavam, queixei-me das dificuldades, mas a conversa pouco durou. As energias que tinha recuperado no abastecimento, fugiram e pouco reagi aos incentivos de conversa dos companheiros e os últimos kms foram feitos em modo automático.

Chegado à meta, uma sensação de objetivo realizado e cumprido. Com um tempo de 6h01m fiquei no tempo máximo previsto à partida, pois pensei em demorar entre 5h30 a 6h00.

 Atirei-me ao melão e à melância que a organização forneceu, assim como a um refrigerante fresco. Soube-me pela vida.

Ainda deu tempo para o banho na praia e um lanche ajantarado com os companheiros e respectivas  famílias na Comporta. Excelente maneira de passar um dia. :)

A UMA deste ano está feita e para o ano logo se vê.

No que diz respeito à organização do evento, esteve em todos os aspetos em grande nível. Desde a recepção, o acompanhamento ao longo da prova, até ao fim. Nada a apontar.

Os deuses do tempo, também foram agradáveis e proporcionaram um céu limpo mas com temperaturas bem amenas, comparadas às que se fizeram sentir, nas semanas anteriores a este evento.

Mais um agradecimento (todos os que der são poucos) aos companheiros de corrida, que incentivaram e acompanharam nos derradeiros kms, pois sem eles teria sido muito mais penosa, a chegada à meta.

A jeito para a fotografia
Ornelas no apoio (os outros esconderam-se)
Percurso

Aqui ficam os gráficos:




Resumo

quinta-feira, 25 de julho de 2013

UMA 2013 - Antevisão

Domingo realiza-se a Ultra Maratona Atlântica 2013 (UMA). Para os mais distraídos, a UMA é uma corrida de 43km, sempre pela praia, com partida em Melides e meta em Tróia.


Desde que começámos a correr e que o meu amigo Vitório se começou a interessar por corridas longas, que esta prova saltou para a sua "to do list...". E então decidiu participar já na edição deste ano.

No momento em que comunicou ao resto do grupo, que já tinha feito a inscrição, dissemos-lhe que o acompanharia-mos nos últimos 10kms da prova para lhe dar ânimo (porque força ele tem que chegue para ele e para mais 3 ou 4 de nós). Como diz o Pedro ao jeito de Jorge Jesus "O Vitório tá muita forte".

Então domingo irei de manhã, com o Pedro, o André e respetivas famílias para a bonita praia de Tróia. Depois deixamos as esposas e crianças na zona da chegada e vamos os 3 até à perto da Comporta (um pouco antes, porque da Comporta a Tróia ainda são 15kms e aí corríamos o risco de não ter pedalada para o acompanhar, mesmo ele vindo já com 28km nas pernas), para depois o acompanhar nessa reta final e assistir à sua passagem triunfal na meta e à concretização de mais um sonho.

Quem sabe se daqui a uns tempos não estaremos também a 10km de Chamonix para o acompanhar também a riscar mais uma linha da sua "to do list..."  ;)


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Tudo (quase) perfeito.

Ao desafio que lancei no post anterior (treino longo Odivelas-Amoreiras-divelas), responderam afirmativamente nada mais, nada menos que o "Dean Karnazes da Amadora" e o "Kilian Jornet de Odivelas", também conhecidos por Vitório e Ildebrando, respetivamente.
Só pela apresentação dos atletas, podem perceber na embrulhada em que me enfiei. O Vitório para a semana vai fazer os 43km da Ultra Maratona Atlântica (Melides-Tróia), o Ildebrando está a preparar com rigor a sua primeira maratona a realizar em Outubro.
Tal como combinado às 6:30h, estava tudo a postos para dar início ao treino.
Ildebrando, Vitório e eu (só ao chegar a casa reparei que enquanto eu
sorria inocentemente para a foto, o sorriso deles já tinha algo de maléfico).   :)
O ritmo médio pensado inicialmente seria de 5:45m/km e sabia que para as coisas não fugirem ao previsto teria que ser eu a controlar o relógio e a pôr travões nos meninos. O primeiro km foi feito perto dos 6 minutos, mas os 2 seguintes já foram a 5:30. Ao km 4 chegamos à Calçada de Carriche e naturalmente fomos novamente para os 6m/km. Já no Lumiar e em terreno plano avisaram-me que como a subida tinha sido lenta, era necessário acelerar um pouco também para compensar depois a subida que iríamos ter ao km 11 na do Marquês de Pombal para as Amoreiras (estão a ver a raça desta malta).

Como no dia 3 de Agosto vou fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos, e ainda não tinha experimentado correr com a mochila*, resolvi levá-la para este treino, com quase 2 litros de água, bolachas, gel, barra de cereais e papel higiénico (para simular o que irei levar para o trail).
Os meus amigos não levaram rigorosamente nada e, por isso, por duas vezes perguntei se não queriam parar para beber água (não tanto por estar preocupado com eles, mas sim para eu aproveitar esses momentos para descansar). Só ao km 16, resolveram parar num posto de gasolina. "Ah que bom, finalmente vou conseguir recuperar o fôlego por uns instantes." (pensei eu), mas ao fim de 30 segundos "Vá, embora temos de continuar para as pernas não arrefecerem". E pronto lá tive que seguir viagem ainda com os pulmões bem perto das amígdalas.

Os kms seguintes fizeram-se praticamente sempre em plano e a descer e o km 19 foi até o mais rápido de todos (5:16m/km). Depois disso, o cansaço já era muito e comecei a sentir dores em ambos os pés, sinal de duas "belas" bolhas. Avisei os meus companheiros de corrida que iria apenas "arrastar-me até aos 21,5km, para bater o meu recorde pessoal de distância e que depois iria andar no km que faltava até casa, por isso, eles podiam seguir o ritmo deles que eu ficava bem. E assim foi, parei aos 21,58km, com 2 recordes pessoais (distância e 1/2 maratona), muito satisfeito com a minha prestação e mais ainda por eles terem continuado esse último km, por seria muito mau para mim sentir que tinha prejudicado (mais ainda) o ritmo de treino deles.

Concluindo, foi um treino com um grau de satisfação de 99% (apenas falhou, por não ter conseguido atingir os 25km pensados inicialmente). O tempo estava muito bom para correr, a companhia foi excelente e tivemos 2 horas de muita conversa boa, apenas interrompida da minha parte na subida para as Amoreiras, onde avisei logo que só falaria no final da mesma. Muito obrigado aos dois pelo companheirismo, animação e paciência.


Ficou sem dúvida a vontade de repetir, mas em terrenos mais acidentados (trail), quando os calendários de férias e objetivos de treino o permitirem.

Fica a foto resumo e o link para os detalhes do treino:




*De início foi um pouco estranho correr de mochila devido ao peso extra, mas depressa essa sensação desapareceu e não senti qualquer incómodo. A mochila molda-se muito bem às costas e ao peito. Para os trails/treinos longos que penso fazer, acho que serve muito bem. Passou com nota muito positiva neste primeiro teste.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Treino 25km próximo domingo

No domingo (dia 21) vamos fazer um treino longo (25km), de Odivelas até às Amoreiras e regressar a Odivelas.
Deixo aqui o percurso que vamos fazer e um convite a todos os que se queiram juntar a nós, para o trajeto todo ou apenas uma parte dele (conforme preferirem).

A partida vai ser cedo (6:30h), para evitar o calor.
O ritmo vai rondar os 5:45e os 6:00m/km.

Encontro e partida junto ao Pavilhão Multiusos de Odivelas.
Percurso: ODIVELAS, Sr. Roubado, Calçada de Carriche, Campo Grande, Saldanha, Marquês Pombal, AMOREIRAS, Campolide, Sete-Rios, Carnide, Pontinha, ODIVELAS.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Inauguração

 Declaro oficialmente aberto este novo espaço.

À semelhança do que acontece com outros blogues, este em vez de ser um blog pessoal, é antes um blog corporativo, composto pelos amigos que inicialmente formaram o grupo no facebook Correr por Nós (eu, André, Bruno, Pedro e Vitório) quando em Abril de 2012 resolveremos começar a correr, para melhorar a nossa condição física e bem-estar.

Aqui vamos relatando os nossos treinos e provas (na grande maioria feitos em conjunto), mas também tudo o resto que nos apeteça falar, sempre relacionado com a corrida ou atividade física em geral.

Beijinhos, abraços e boas corridas.

PS - Os posts anteriores resultam da fusão dos blogs "Tigas a correr", "Nem 80 nem 8" e "As corridas do ChicoZé".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

34ª Corrida das Fogueiras

Sábado foi dia de ir até Peniche fazer a estreia na tão elogiada Corrida das Fogueiras. Depois de ler e ouvir muita coisa boa, por parte de outros atletas, as expetativas para esta corrida eram elevadas e sabemos que isso às vezes pode ser mau. Mas o que é certo é que as Fogueiras foi tudo o que tinha imaginado e ainda mais.

Não vou falar muito sobre o percurso, nem esse tipo de coisas mais técnicas. Vou apenas dizer o quanto me diverti na tarde/noite de sábado na bonita cidade de Peniche.

Parti de Lisboa com a esposa e o casal Ornelas (Rute e André), de Lisboa por volta das 17:30h e uma hora depois estávamos a estacionar bem perto da zona de partida da prova. Demos um passeio pelo porto e aí o ambiente já estava a ficar muito animado. Fomos jantar e entretanto chegou o casal Quaresma (Vera e Pedro) que se juntou a nós com os filhotes e já mais perto das 21h o casal Correia (Sandra e Bruno) com o Luís (irmão do Bruno).
Antes da prova ainda encontrei o casal Quintaninha (Sónia e Miguel) e o Pedro e a Carla.

Os Atletas - André, Rute, eu, Luís, Pedro com o Gonçalo ao colo e o Bruno. A Rute foi com o Luís aos 6km das Fogueirinhas e os restantes fomos aos 15km da Fogueiras.

Foto tirada pela Carla "Correr (a dois) é vício". Pareço zangado mas devia ser apenas por ter o sovaco do Bruno demasiado perto da minha cara. :)

Os 4, minutos antes da partida.

Fiz a prova sempre com o André e o Pedro Quaresma (o Bruno ficou um pouco para trás), num ritmo calmo e que deu para ir conversando. Durante o percurso consegui cumprimentar muito pessoal blogueiro, que é sempre muito porreiro encontrar. Como o João Lima e a Isa e um pouco mais à frente a Anabela (que ainda não conhecia pessoalmente).

Chegámos à meta +/- 1h25m depois do tiro (foguetes) de partida, mas o que fica desta prova foi mesmo o convívio entre nós e respetivas famílias, os amigos/conhecidos destas "loucuras" tão boas que são as corridas e o maravilhoso e incansável público de Peniche que apoiou todos os atletas ao longo de quase todo o percurso e que mostrou que gosta de receber e de ver a sua terra cheia destes quase 2500 malucos 
que vão até lá para correr, num sábado às 21:30h.

Peniche e as suas Fogueiras que nos iluminam uma parte do percurso, entrou para o meu top de preferências das provas de estrada e conto lá voltar muitas vezes.



terça-feira, 18 de junho de 2013

2º Treino Solidário Correr Lisboa

Sábado foi dia de ir às 9 horas, à loja da Pro Runner, no Parque das Nações, para participar no 2º Treino Solidário organizado pelo Correr Lisboa. Este treino teve como padrinho o autor do blog "O Arrumadinho" e as doações (material escolar) reverteram para a Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro).

Fui com o Nuno Campôto e o casal Ornelas (Rute e André). Ao chegarmos lá entregamos à Sandra (Correr Lisboa) o material que levávamos para a Acreditar e demos dois dedos de conversa. Encontrei mais uns quantos amigos destas andanças, entre eles o casal João Campos e Elsa, o Hugo Dinis e o Bruno Soares. Por volta das 9:30h houve um pequeno briefing sobre o evento e separou-se os atletas em três grupos, o pessoal da caminhada de 3km, os da corrida de 5km e os da corrida de 10km.

A Rute ia fazer a caminhada e o André ia acompanhar o Nuno que anda um pouco mais lento, por isso, fui com o Hugo Dinis. O 1º km foi feito num ritmo calmo (5:26), entretanto o Hugo sugeriu que nos aproximasse-mos do grupo da frente que iria um pouco abaixo dos 5m/km, o que fez com que os kms seguintes fossem num ritmo elevado. Perto do km 5 vi que não conseguiria aguentar aquele ritmo os 10kms e então no ponto de retorno resolvi deixá-los ir, abrandei e fui esperando pelo André que já tinha deixado o Nuno um pouco para trás. No km 6, por baixo da Ponte Vasco da Gama, parámos num chafariz para beber água fazendo com que esse km ficasse com um registo de 7m43s. Depois seguimos sempre +/- entre os 5:20 e os 5:30, completando os 10km com uma média total de 5:28m/km.

No final do treino, houve uma sessão de alongamentos e no interior da loja foi distribuida água, isotónico, maçãs e bananas e ainda preenchemos um papel para nos habilitar-mos a 3 prémios num sorteio final (umas palmilhas de gel, um livro do Arrumadinho "Desamor" e uns ténis Adidas), mas não me calhou nenhum. :)

Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada, em excelente companhia e com uma causa muito nobre que é a solidariedade. Parabéns aos Correr Lisboa (que estão a fazer um excelente trabalho e a contribuir para que haja cada vez mais gente a correr), ao Arrumadinho por ter apadrinhado este treino e à loja Pro Runner.




Rute, Nuno, André e eu

Na Pro Runner, à conversa com o Bruno e o Hugo

O grupo completo (estou quase ao centro, mesmo à frente sentado no chão)

Os quatro iniciais com o bem disposto casal João e Elsa

Do lado direito, momentos antes do briefing

Com o Hugo e "o Arrumadinho"

Já no caminho de regresso com o André

Assim que terminámos o treino, fomos "apanhados" pela Sandra (Correr Lisboa)


domingo, 16 de junho de 2013

Os 8 que foram só 6,5

Um mês e meio sem correr e com três semanas de fisioterapia, voltei a calçar os ténis de corrida.
Estive uns dias de férias, mas como a miúda adoeceu, as noites foram muito mal dormidas e por isso também não havia vontade de correr.Quinta-feira ela já estava melhor e como a noite foi mais tranquila, fui correr.
Tinha programado fazer um treino de 8km (4km ida e volta) nas calmas, mas os dois primeiros kms foram um pouco mais rápidos do que aquilo que queria e obriguei-me mesmo a abrandar.
Estava calor e aos 3,5km comecei a sentir sede (algo que nunca me tinha acontecido, pois nos treinos até 10km, nunca precisei de levar água).

Dei a volta aos 4km como planeado mas a sede aumentou cada vez mais e não havia nenhum ponto com água nas proximidades. Aos 6,5km passei junto ao centro de saúde de Tavira e resolvi mesmo parar para beber água e refrescar-me.
E foi assim o 1º treino com o Pereira
Fisicamente senti-me bem, mas no dia seguinte (sexta-feira) andei todo "empenado" e com dores musculares que não sentia desde os tempos em que comecei a correr, mas super contente por ter voltado a correr. É masoquismo? Pode ser. Mas quem corre sabe que é das melhores sensações que podemos ter.

Boas corridas para todos.