segunda-feira, 20 de maio de 2013

De regresso.......... mas só à escrita

Pois é, querido blog, há já algum tempo que não vinha cá dar notícias. E o motivo é? Não havia notícias.
No fim de semana após a Corrida da Liberdade, ressenti-me da lesão da coxa e voltei a parar. Após nova ida ao médico fui aconselhado a "paragem de toda a atividade física e fisioterapia".
Iniciei hoje a primeira das 15 sessões de fisioterapia, para ver se recupero de vez. Por muito que me custe estar sem correr, desta vez vou fazer as coisas como deve ser e calha bem porque também não tinha nenhuma prova para esta altura. A próxima será a Corrida das Fogueiras a 29 de Junho.

Entretanto fiz anos e como tenho uns familiares e amigos fantásticos, fizeram a chamada "vaquinha" e ofereceram-me este menino que agora vos apresento, e que imediatamente batizei de Sr. Pereira ou apenas Pereira (que nisto das corridas somos todos iguais e não há cá senhores, nem doutores nem outros "ores").
O Pereira, também conhecido por Garmin 310XT
 Por brincadeira, os meus amigos, que também têm relógios com GPS, atribuem nomes ao "virtual trainer", como forma de incentivo pessoal nas provas em que estabelecemos um ritmo médio. Como tal, resolvi apelidar o meu novo parceiro de corridas de Sr. Pereira. 
O motivo da minha escolha resido no facto de ter um colega de trabalho (António Pereira), que conta já com 59 anos de idade e que quase 40 de corridas, com excelentes resultados alcançados, principalmente na categoria de Veterano. Desde que me iniciei nas corridas, com mais alguns colegas, há pouco mais de um ano, que o Sr. Pereira tem sido uma grande fonte de inspiração para nós e um local onde vamos "beber" muitas dicas, experiência e conselhos.

Como consigo iludir alguma malta que me rodeia e pensam que sou mesmo atleta. Para além do relógio recebi ainda esta t-shirt (e ainda um vale da SportZone):


Agora resta-me esperar que estas 3 semanas de tratamento passem depressa e que tragam os resultados previstos, para que possa estrear o "Pereira" e a nova t-shirt pelas estradas e trilhos do país. :)

Beijinhos e abraços a todos e não se esqueçam de ir correndo.

domingo, 28 de abril de 2013

36ª Corrida da Liberdade

Dia 25 de Abril, como habitualmente, realizou-se mais uma edição (a 36ª) da Corrida da Liberdade, que tem como percurso, o mesmo trajecto que os carros percorreram no dia da revolução em 1974, desde a Pontinha aos Restauradores.
Como morei praticamente toda a minha vida na Pontinha, desde muito novo que me habituei a assistir a esta prova, que passa mesmo à porta dos meus pais. E assim que apanhei o bichinho da corrida, esta prova passou a figurar como um dos meus grandes objetivos. O ano passado não estava cá nesta altura, mas este ano não podia falhar.
Encontrei-me com o Vitório e fomos para a Pontinha às 9:45h, onde nos encontrámos com o Pedro e o André. Entretanto chegou o Bruno mais o irmão e ficámos à conversa também com o Quintaninha.
Fomos vendo mais pessoal conhecido e fomos cumprimentar o Pedro Carvalho e os seus amigos que formam agora os Bip-Bip Runners e tirámos a foto de grupo da praxe.
Os "Correr por Nós" com os "Bip-Bip Runners"
Fizemos um ligeiro aquecimento e às 10:15h fomos para dentro do quartel para nos prepararmos para a partida.
Já dentro do quartel.
Após uma bonita largada de pombos, foi dada a partida da prova. Fui logo junto com o Vitório e devido à quantidade de participantes, o primeiro km foi feito num ritmo mais lento (5:06m).
Ao longo do trajeto até Carnide ainda me lembro de ter cumprimentado a Rute e o Vítor e mais uns quantos conhecidos.
Aqui forçámos um pouco o andamento para nos fixarmos nos 4:55m/km que era o que tínhamos definido inicialmente e devido ao calor excessivo, não valia a pena acelerar mais nem pensar em grandes tempos. O abastecimento tardava a chegar e só chegou ao km 6, já com muitos atletas quase em "desespero". Bebi um pouco de água e o resto foi para despejar pela cabeça abaixo.
Sentia-me bem, metade da prova já estava feita, estávamos no ritmo pretendido, estava novamente mais fresco (devido à água) e sabia que depois dos túneis da Av. da Républica e do Saldanha seria sempre a descer até à meta, por isso, agora era só disfrutar da corrida e manter o andamento.
Foi bastante agradável fazer a Av. da Liberdade toda à sombra e com bastante público a incentivar. Junto à meta tinha os meus pais e a minha sobrinha que tinham participado na prova dos 5km.
Terminámos com 51:33m, o que deu uma média de 4:46m/km.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Scalabis Night Race 2013

Sábado foi dia de ir até Santarém participar na Scalabis Night Race.
A prova era às 21h, mas como tínhamos que levantar os dorsais até às 18h, combinámos sair de Lisboa às 16h. Fomos nas calmas e chegámos a Santarém perto das 17h.

A caminho do local da prova, já com o carro estacionado.

Fomos levantar os dorsais e ficámos por ali a ver o ambiente. Entretanto juntou-se ao grupo a família Quintanilha e um pouco depois começaram as provas da pequenada (por escalões) em que a escola de atletismo do Rui Silva e a Casa do Benfica de Abrantes estavam representadas em grande número de atletas. A animação também era porreira, o tempo estava muito bom e a companhia também era do melhor.
Por volta das 20h fomos ao carro equiparmo-nos e começar a preparação para a prova. Tirámos a foto de grupo e fomos fazer um (mini) aquecimento, porque começámos a ver que o pessoal já estava a começar a alinhar-se para a partida.
O grupo completo antes da prova.
As partidas das duas provas (10km e 5km) eram separadas por 15 minutos e por isso não havia muita confusão.
Em termos de objectivos não tinha nada planeado. Tratava-se de uma prova atípica (tirando a da marginal, não é costume correr a esta hora), desconhecia por completo o trajecto e devido ao ambiente de festa em redor da prova e também à minha má condição física, seria uma prova apenas para disfrutar e pensar pouco em resultados.
Após a partida tentámos passar os atletas mais lentos e arranjar algum espaço para poder correr mais à vontade. O primeiro km era uma volta ao quarteirão e voltavamos a passar junto à partida, onde para além do pessoal que ia fazer os 5km, estava também muito público a aplaudir, o que é sempre muito agradável.
A minha passagem ao km 1, captada pela Rute Ornelas
Sabia que o primeiro km tinha sido rápido (4:34m/km) (devido ao tentar "arranjar espaço"), mas não sabia quanto tempo tínhamos feito. Geralmente quando vou com o Vitório não ligo ao que a senhora do meu telefone diz, por isso, tiro-lhe o som e guio-me apenas pelo garmin dele. Ao km 2, apanhamos uma descida e o ritmo mantêve-se (4:26m/km), mas sabiamos que aquela parte seria de ida e como tal, daqui a pouco íamos subir. Ao km 3 comentámos que o ritmo estava muito forte e que teríamos de abrandar mas isso não aconteceu (4:24m/km). Ia com a boca bastante seca e antes do km 4 avistamos um abastecimento....................... de vinho tinto. Não bebi, mas bochechei como fazem os escanções profissionais.
Apanhado em flagrante. :)
Um pouco mais à frente cruzámo-nos com pessoal da mini e tive a oportunidade de ultrapassar a grande campeã olímpica Rosa Mota, conseguindo apenas dizer-lhe um "força Rosa".
Várias vezes falámos que o andamento continuava muito forte e pensava para mim que em breve iria dar o estoiro. Perguntava ao Vitório qual o ritmo que íamos e ele (sacana) dizia-me que estavamos entre os 4:45 e os 4:55m/km.
A prova tinha alguns pontos em que invertiamos o sentido e aí conseguimos sempre ver que o André vinha a fazer também uma excelente prova.
Na segunda metade da prova notei que vinhamos a ultrapassar muita gente e poucos eram os que nos passavam. Não por estarmos mais rápidos (o andamento era o mesmo), mas talvez por alguma quebra nos outros atlestas. Continuava a perguntar ao Vitório qual o nosso ritmo e a resposta era a mesma, "está bom assim, vamos +/- a 4:50m/km".

Ao chegar ao km 9 ele diz-me "vamos agora dar tudo, porque hoje vais bater o record dos 10km". Disse-lhe que não era possível porque se tínhamos andado sempre perto dos 4:45, daria +/- 47m30s e o meu record dos 10km era de 46m49s. Mesmo assim dei o máximo e tentei sempre acompanhá-lo. Na recta final ele "picou-se" com outro atleta e pura e simplesmente sprintou (não sei onde foi buscar tanta força no final). Avistei o relógio da meta e marcava 45m56s, o que foi para mim uma enorme surpresa e alegria. Nesta zona estava muito público a assistir e a incentivar o pessoal, assim como o "speaker" da prova. Dei ainda uns "5" a duas crianças que diziam "quem não dá aqui 5, não tem sentido de humor".  :)

Cortei a meta a lá estava o "sacaninha" Vitório a rir-se e a dizer "Parabéns. Como vês bateste o teu recorde!" e mostrou-me o relógio que registava 10km e 45m21s. Como pelo tempo de prova ele fez menos 6 segundos que eu, o meu tempo oficial foi de 45m27s o que faz com que tenha tirado mais de 1 minuto ao anterior record.


Em jeito de resumo, foi um sábado magnífico.
- Companhia excelente sempre em grande brincadeira e animação e todos estiveram muito bem na prova (o pessoal dos 10km bateram todos os anteriores recordes pessoais) e os dos 5km também andaram num bom ritmo.
- Organização excelente - Bom percurso. Muitos colaboradores na zona da partida/meta e em muitos pontos do percurso, incentivando também os atletas e sempre com um sorriso na cara. Muita animação (campinos, folcrore, tuna académica, etc.). Em vez da medalha, tivemos no final como prémio duas bifanas, uma bebida e um pampilho (tudo delicioso).
Prova sem dúvida para repetir.







terça-feira, 16 de abril de 2013

Trail de Sesimbra - A estreia nos trilhos

Este domingo fiz a minha estreia numa prova de trail. Já tinha ido treinar uma vez pelos trilhos de Monsanto e tinha gostado, mas ainda não tinha feito nenhuma prova. Tendo amigos atletas em Sesimbra, assim que souberam da existência desta prova, disseram-nos logo que tínhamos que lá ir. Inscrevi-me com o André para os 20km (Trail) e o Vitório nos 50km (Ultra-trail). Ficou logo combinado que as esposas iam lá ter mais tarde e que almoçávamos por lá depois do Vitório chegar.

Muitos dos acontecimentos vou explicá-los apenas por fotos para terem uma melhor noção da beleza desta prova.

Chegámos a Sesimbra por volta das 6:40h, fomos levantar os dorsais e assistimos à partida do pessoal do ultra, desejando ao Vitório uma boa prova e que não se atrasa-se por causa do almoço. :)
Fomos até ao carro preparar as coisas e às 8h voltámos para o local da partida onde já estava a Inês e começavam a chegar os restantes participantes.
Entretanto encontrámos a Rute e o João, que viriam a fazer comigo e com o André a segunda metade da prova.
André, eu, Inês, Rute e João
Às 9 horas foi dada a partida e percorremos toda a marginal até entrar numa estrada de terra batida e enfrentar a 1ª subida.

Vista de meio para cima

Vista de meio para baixo


Aos 3,8km estava o primeiro abastecimento, apenas de água e não fazia sentido haver mais do que isso, porque ainda estávamos no início da prova. Saímos do estradão de terra batida e entrámos para um trilho que nos levaria até junto da praia.
A descida até à praia
O olhar para o outro lado do monte e ver que tínhamos de "trepar" aquilo tudo
A vista da praia
O início da subida

Depois disto seguiu-se uma zona de altos e baixos mas de pouca inclinação onde deu para correr um pouco mais. A Inês estava cheia de vontade de acelerar e eu acompanhei-a, sem nunca perdermos o André de vista. Aos 9,8km tínhamos novo abastecimento e aí esperaria por ele num verdadeiro banquete (água, água com magnésio, bebida isotónica, coca-cola, frutos secos, marmelada, bananas e laranjas).
Ao chegar ao banquete dos 9,8km
Aqui a Inês perguntou-me se ia esperar pelo André e disse-lhe que sim, que iria acompanhá-lo até à meta e para ela seguir porque estava cheia de força e vontade de acelerar e assim fez (estava tão bem que terminou a prova 25 minutos antes de nós). Nesta altura chegou também ao abastecimento o primeiro atleta do ultra-trail, só que para ele (apesar de ter começado 2h antes de nós) já era o km 39 (daqui até à meta, as duas provas partilhavam o percurso).
No abastecimento estava também a Rute e o João e foi desde aqui que seguimos praticamente juntos os 4 até ao fim.
O André, a Rute e o João
Depois de algum tempo a correr por campos verdejantes, passámos um arame farpado e entrámos em Marte. Se calhar em vez de Marte é uma pedreira, mas o aspecto não deve ser muito diferente. Foi uma parte complicada da prova, com o piso muito seco e rijo e o ar bastante abafado devido ao calor. Felizmente ao sairmos de Marte, houve logo um abastecimento semelhante ao anterior (km 13).
Foto do solo de Marte
Depois seguiram-se mais uns kms por entre a vegetação e com paisagens magníficas.
Outros atletas
Vista sobre Sesimbra
O castelo ao fundo (mal sabíamos que passado uns kms estávamos a subir na sua direção)
Depois disto tivemos uma descida vertiginosa, daquelas mesmo boas para os joelhos, e ao fazer-mos uma curva avistámos a subida para o castelo.
No centro da foto dá para ver a descida "quebra joelhos"
A entrada no castelo
Entrámos no castelo a andar e fomos logo "advertidos" por um membro da organização que empunhava uma máquina fotográfica e que ordenou "Toca a correr, para ficarem bem na foto. E só podem parar no abastecimento que está já aí à frente". E como obedientes que somos, lá fomos nós em passo de corrida na direção de mais um (e último) abastecimento, que para além das iguarias dos abastecimentos anteriores, tinha ainda tostas com doce de abóbora, bolachas caseiras e batatas fritas (de pacote). Aí disseram-nos que daí até à meta era sempre a descer e por um trilho muito bonito, e foi mesmo. Para mim foi das partes mais bonitas da prova em que viemos sempre a "grande" velocidade por trilhos rodeados de arvoredo, até virmos dar novamente à marginal e fazer o paredão até à meta.
A meio do paredão recebo o melhor troféu do mundo (como diz o Pedro Carvalho), a minha medalha de ouro olímpica.
A minha filhota
Depois acelerei um pouco até à meta para poder registar em foto a chegada do André, que foi um campeão em resistência e bravura, mesmo passando um bocado mal já perto do final, devido ao calor e à tensão arterial que estava um pouco alta (mas foi depois aos bombeiros e estava tudo ok).
A minha chegada
Inês, André e eu, no final da prova.
Notas finais:
  • Parabéns à organização do Ultra-trail de Sesimbra (Associação o Mundo da Corrida).
  • Grande simpatia por parte de todos os membros da organização e colaboradores.
  • Excelente sinalização do percurso (era impossível haver enganos)
  • Abastecimentos muito variados e em grande quantidade
  • Salutar também o bom ambiente entre todos os participantes e espírito de entreajuda.
  • Uma palavra para o Vitório que fez uma prova magnífica no seu primeiro ultra-trail oficial e que aguardo o seu testemunho da prova.
  • Agradecimento e os parabéns, também aos meus companheiros de prova, Inês, André, Rute e João.
O trail ganhou mais um fã e participante.




domingo, 7 de abril de 2013

1º Comando Challenge

Fiz a inscrição para o  1º Comando Challenge, ainda em Janeiro e de uma forma um pouco impulsiva. Tão impulsiva, que nem verifiquei as provas que iriam coincidir com esta, e assim os Trilhos de Almorol, terão de esperar por mim, para o ano :D

O tipo de actividade anunciada, prometia e tive curiosidade em experimentar. 

Um amigo (André Ornelas), que fez a tropa ou parte dela em Belas (Serra Carregueira), também manifestou muito interesse em participar, inscreveu-se e não deixou escapar os dois treinos que a organização proporcionou.

No dia da prova, à hora combinada, encontrei-me com ele no parque de estacionamento da base militar.

Eu fiz-me acompanhar pela minha esposa e cunhada e ele levou a esposa dele, cabendo-lhes assim a tarefa de repórteres fotográficos.  

Ornelas e Eu
Dirigi-mo-nos para o local da partida e enquanto aguardávamos pelo inicio e efectuávamos uns exercícios de aquecimento, encontrei uma cara conhecida, um amigo (Pedro Ferreira) que integrou o grupo do 2º UTSS.  

Indiquei-lhe que se estivesse sozinho, então deixaria de estar, e assim combinámos fazer esta prova juntos.

Eu, Pedro Ferreira e Ornelas
A partida era efectuada em grupos de 300 participantes, e nós partimos no terceiro ou quarto grupo.

Arrancámos e logo à saída, encontramos uns pequenos obstáculos formados por montes de fardos de palha.


Seguiram-se os pneus empilhados de forma aleatória.


Um pouco de trilhos e um pouco de lama e mais obstáculos com fardos de palha (estes um pouco mais altos) e mais um pouco de trilhos e ... ao fim de 1 km de prova, ficamos parados 30 minutos à espera de entrar para um rio :(

Entrando no rio (senti a agua bem gelada), passámos por um túnel comprido e muito escuro, onde se cantou a "Portuguesa" alto em em bom som. A cerca de metade do túnel não se via absolutamente nada :D

Seguiram-se umas estruturas em metal, cujo objectivo era subir e desce-las, umas rampas em terra batida, uma estrutura com cordas, como se vê nos parques dos miúdos, e depois muitas fossas com lama.

Ainda mergulhei, literalmente por duas vezes.

Mais um pouco de corrida, e enche 20??? 20 flexões eram requeridas para seguir em frente :)

Íamos com 5km e 1h26m  de prova. E eu já a ficar impaciente, pois não tinha ido sozinho. 
Para quem pensava em fazer a prova em 1h30, já estava bem atrasado.

Para passar o "obstaculo" seguinte foi necessário esperar mais 20 a 30 minutos, pois era muita gente para passar por uma manilha de esgoto.

Depois desta parte foi sempre a andar em direcção à meta. Passamos ainda por uma estrutura metálica maior que as anteriores, mais alguns pântanos e na parte final uns obstáculos de palha.

Entreajuda dos atletas
Acabamos com 10km e aproximadamente 2h30m de prova.

De uma forma geral, gostei do evento. É diferente das corridas de estrada e dos trails, e obriga a trabalhar grupos musculares que são menos utilizados.

Quanto à organização, penso que tem muito para evoluir. Pela inscrição que teve o valor de 16€, recebemos uma t-shirt (alguem quer comprar t-shirts de corrida ???), uma medalha de esponja e água a meio e no fim. 

Não houve banhos, nem um "chuveirinho" para tirar a maior parte da lama.

Tratamento de beleza

Foi uma boa experiência, partilhada com excelentes companheiros.


Treino para levantar a moral

Desde a 1/2 maratona de Lisboa que não voltei a correr.
Primeiro devido às dores que voltei a sentir na coxa e mesmo quando já não doía, a motivação não era grande e todas as desculpas eram boas para não correr.

Entretanto algum do pessoal amigo, das Colinas Bike Tour, com quem em tempos dei uns passeios de bicicleta ao domingo, disse-me que começaram a correr em Odivelas às quartas e sextas ao final da tarde. Como andava sem vontade para me levantar de madrugada, achei que era uma boa oportunidade para voltar a correr, porque assim tinha companhia.
Eles costumam fazer cerca de 10km, e eu como ia da Pontinha para lá, dava um total de +/- 15km. 

Porreiro, desafio aceite e lá fui eu.
Tal como planeado, fiz os meus 5kms num ritmo calmo e há hora marcada apareceram mais 3 companheiros de corrida. Aí parei o gps e aproveitei a hora seguinte apenas para correr e conversar, quer dizer, conversar enquanto corria. Sem me importar com ritmos ou distâncias.

Depois de tanto tempo parado, sei que não devia ter feito logo 15kms, mas souberam-me mesmo bem e para quem não corre pode parecer (muito) estranho, mas gostei bastante do cansaço muscular que senti durante o dia de sábado.

Acho que o gosto pela corrida que tinha ido com a (sofrível) meia maratona, voltou. Agora vem já aí domingo os 20kms de Sesimbra para fazer também devagarinho e desfrutar de tudo o que os trilhos tiverem para me oferecer.

Resumo do treino
Distância: 4,83km
Tempo: 24m23
Ritmo médio: 5:03 m/km

terça-feira, 2 de abril de 2013

RUN! (Corre!) by Dean Karnazes

Porque nem tudo gira à volta das corridas, deixem-me falar de um livro sobre ... corridas :D

Quando participei no evento organizado pela ATRP (artigo pode ser lido aqui), que aproveitava a vinda do ultra maratonista Dean Karnazes a Portugal, adquiri o seu mais recente livro "RUN!", e ainda por cima, autografado.

Guardei-o na estante por um mês , até que começei a ler o prefacio na 6ª feira e no domingo, devorei-o em 3h.

É composto por relatos de várias provas (como a Badwater 135,  os 4 desertos, LeadVille 100), a relação com os amigos, o pai, uma entrevista à esposa e filhos.

Tem referências a Portugal e à sua participação/estadia no Ultra da Serra da Freita, Meia Maratona do Porto, Lisboa, e Sintra.

Recomendo a leitura deste livro. Ainda me ri com algumas situações, principalmente porque me identifiquei com elas (tem uma parte com referência ao "castanho").

Gostei bastante, principalmente porque dá para ver, o atleta (os sucessos e os não sucessos), e o homem para lá do atleta, na sua vida familiar.

Agora vou correr.  :D


segunda-feira, 1 de abril de 2013

4ª Semana Março - Treinos e Treino Longo

Segunda-Feira (25-03-2013)
10Km - Indoor

Treino alternativo para as pernas após a meia de Lisboa



Terça-Feira (26-03-2013)
10Km - Mina - S.Brás

Aproveitei uma hora em que a chuva parou, nesta semana chuvosa.


Aqui ficam os gráficos:


Resumo

Quinta-Feira (28-03-2013)
10Km - Indoor

Novamente chuva intensa ... esquivei-me e fui para os rolos :D

  Aqui ficam os gráficos:




Resumo

Sábado (30-03-2013)
33,5Km - Loures

Este fim de semana de Pascoa, devido à ausência de provas e a maioria das pessoas aproveita para ir até à "terrinha", não foi possível combinar um treino com os companheiros habituais.

Pensei então realizar um treino um pouco mais longo, mas nunca pensei num tão longo...

Saí com com o objectivo de ir até ao Sr. Roubado e depois decidiria o destino a seguir. Ao chegar lá, ainda pensei em ir até à Qta. das Conchas, mas acabei por ir até Frielas, à procura de uma passagem para o Loures Shopping. 

Da ultima vez que tinha ido para esses lados, o treino foi realizado com o Tiago e fiquei a pensar nessa passagem que acabamos por não fazer, pois o treino nesse dia já ia com alguns kms e havia o risco de não dar com o caminho, e termos de voltar tudo para trás.

Ao chegar a Frielas, perguntei a uma senhora (km 12) se havia passagem para o Loures Shopping, e ela respondeu que sim e que teria de virar um pouco mais à frente. Lá fui e segui as indicações. Entrei por um caminho de terra batida cheio de buracos (cheios de àgua), e sempre com o shopping em linha de vista, fui dando seguimento ao treino.

Perto do km 15 encontrei um senhor com o neto a apanhar caracóis e perguntei-lhe se o caminho para o shopping seria pela estrada que tinha acabado de passar, e ele disse-me que não sabia se essa estrada tinha saída  e que o caminho em frente ainda era uma grande volta.

Resolvi voltar para trás, para a tal estrada, e esta terminava junto a uma estação de tratamento de lixo ou lavagem de caixotes. Ainda dei uma volta a ver se a estrada tinha saída, mas os portões, fechados, que vi à distância, aparentavam indicar que não havia saída. 

Após olhar para as imagens de satélite, dá para ver que há pelo menos 2 estradas que ligam ao Loures Shopping, mas eu mais uma vez, decidi voltar para trás e fazer o caminho mais duro. 

Bebi agua pela 1ª vez ao km 17, num edifício em obras, passei junto à casa do gaiato em Santo Antão do Tojal, e depois apanhei a N115 até Loures, onde cheguei ao km 22.

A partir daí sabia que faltavam +- 12km até casa, e só tinha que me despachar, pois já estava a esticar o horário autorizado.

Acabei com 33,5 km, mas 7km destes foram um presente extra.

Senti-me bem, mas o ritmo não foi o adequado para a distância, pois gastei as energias e os últimos 2 km, já foram feitos com um esforço significativo.


Aqui ficam os gráficos:




Resumo