Sábado foi dia de ir até à vila de São João das Lampas, para participar na 37ª edição da
meia maratona local. Naquela que é a mais antiga meia maratona de Portugal.
A prova está inserida nas festas da vila e conta com uma organização de fazer inveja a
muitas outras provas em que participei e com muito menos recursos disponíveis. Vê-se que
é uma prova organizada por quem corre e gosta da corrida (obrigado Fernando Andrade e toda a equipa que o
acompanha). Também por isso quem vai, quer voltar no ano seguinte e faz com que esta
seja a mais antiga meia maratona de Portugal.
Fui com o André e chegámos a São João das Lampas por volta das 15:30h. O principal local
de estacionamento estava bem sinalizado e julgo que era suficientemente grande para todos
os participantes. Neste local havia também balneários e foram instalados chuveiros no
exterior para quem quisesse tomar banho no final.
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| O André junto do local onde deixámos o carro |
Fomos até à zona onde estava colocada a partida (e a meta), na principal avenida da vila,
(para levantar os dorsais) e onde havia também muita animação, com carroceis, montanha-
russa, música e "barraquinhas" de petiscos.
Levantámos os dorsais e entretanto chegou o Pedro Quaresma.Fizemos os 3 um ligeiro
aquecimento e deu para trocar umas palavras com alguns amigos atletas, como o Miguel
Quintaninha, o Ildebrando, o Pedro Carvalho e a
Carla, a Isa e o Vítor Gonçalves. Já quase na hora da partida
juntou-se a nós o Zé Tó.
Por saber que estou longe da minha melhor forma, ser a minha 2ª meia maratona, e o trajeto
ser bastante acidentado (não é por acaso que chamam a esta prova São João das
"Rampas"), não tinha objetivos de tempo, mas o pensamento em tentar fazer abaixo das 2
horas estava presente. Por isso disse ao Pedro e ao André que não os iria acompanhar e ia
com o Zé Tó. E assim foi desde o tiro de partida.
Fomos praticamente a conversar durante toda a prova (exceção feita numa ou outra subida),
sobre o trajeto, quantas subidas ainda teríamos de enfrentar, o estado dos nossos
estômagos (primeiro o dele e mais tarde o meu), as próximas provas, o tempo, etc.
Sabíamos que os abastecimentos seriam aos 5, 10, 15 e 20km, por isso ficámos
espantados quando perto do km 3, vimos escrito no chão "Água 30m". Pensámos "ah, não é
possível, ainda falta bastante para o km 5". Um pouco mais à frente percebemos a
mensagem. Tratava-se de um simpático morador que tinha colocado duas mangueiras
penduradas, a fazer de chuveiro para os atletas se refrescarem. Não posso precisar o
número exato mas ao longo do percurso (para além do constante apoio das gentes dos
locais que a prova atravessa) devemos ter passado por mais uns 15 chuveiros.
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| Um dos chuveiros instalados ao longo do percurso |
Perto do km 10 o Zé Tó teve uma ligeira indisposição e disse-lhe para andarmos um pouco.
O estômago acalmou e ao fim de 50 metros retomámos a corrida. Ao km 15, fui eu quem
senti problemas de estômago e voltámos a ter que andar um pouco. Mesmo com estas
quebras de ritmo, estávamos a fazer um tempo que nos permitia fazer a prova em menos de
2h.
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| Uma das muitas "rampinhas". Foto do Vítor Gonçalves |
Ao km 18, tivemos aquela que seria a última subida e senti uma picada forte no gémeo
esquerdo, que me dificultava a corrida porque a subir apoiava mais a parte da frente do pé e
isso fazia com que forçasse mais o músculo. Disse várias vezes ao Zé Tó para seguir que
eu chegaria à meta, mas ele insistiu que iria comigo até ao fim. Já a meio da subida, íamos
a andar (pela terceira vez) e ele disse-me "Já não conseguimos as 2 horas, mas não faz
mal". Olhei para o relógio e respondi-lhe "Isso é que era bom, vamos mas é embora que
conseguimos de certeza". A subida terminou logo a seguir, a partir daí conseguimos meter
um ritmo forte e fazer os kms finais a uma média abaixo dos 5m/km. Cortámos a meta com
um tempo oficial de 1h57m59s. Objetivo sub-2h (não sendo importante) foi superado.
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| O momento exato da passagem na meta |
No final, água, placa de madeira alusiva à prova, pacote de batatas fritas, saco com 3 bolinhos, t-shirt técnica, gelado (que não me apeteu comer) e melancia (que comi umas 4 fatias). :)
Depois foi esperar pelo Pedro (2h10m45s) e pelo André (2h19m28s) que estiveram muito
bem. Despedimo-nos do resto da malta amiga e viemos embora.
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| Eu, André e Pedro. Antes do regresso a casa, e já com a camisola da prova vestida |
Conto regressar para o ano, a esta prova que gostei muito, mas também para participar na
festa pós prova, com os petiscos, convívio e bailarico.






