Através do amigo Carlos Cardoso, fui contemplado com um dorsal para a Corrida do Tejo que se realizou este domingo. Por achar o valor da inscrição elevado, comparativamente com muitas outras de igual distância, no ano passado não fui, por isso, esta foi a minha estreia naquela que deve ser, seguramente, a maior prova de 10km do país, em termos de participantes.
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| Equipado para a prova e com a devida referência ao blog do Carlos. Para quem não conseguir ler, o papel diz "PAPA KILOMETROS TEAM" |
Fui com o meu amigo Lima e chegámos a Algés por volta das 9h. Esta prova tem a particularidade do número do dorsal ser impresso na t-shirt da prova. Isso faz com que 95% dos atletas esteja vestido de igual e seja mais difícil de encontrarmos pessoal conhecido, que já identificamos como sendo do grupo/equipa A ou B. :)
Mesmo assim ainda consegui ver o casal de Bip-Bip Runners, Carla e Pedro.
A partida estava segmentada em três "caixas" (sub-37, sub-45 e restantes). Como o meu melhor tempo nos 10km foi de 46 minutos e qualquer coisa, fomos para a "caixa" dos restantes.
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| O Lima e eu antes da partida. A linha de partida é aquela faixa azul que se vê lá bem ao fundo. |
Às 10h em ponto foi dado início à prova e demorámos 1m52s até atravessar a linha de partida (pelo menos é a diferença entre o tempo de prova e o de chip).
O meu objetivo era fazer um tempo abaixo dos 50m, pois sabia que era uma prova com muita gente e estava também bastante calor. O Lima queria fazer melhor que isso, por isso, disse-lhe para ir à vida dele e que esperasse por mim na meta.
Os 2 primeiros kms foram sempre aos SS, a tentar passar caminhantes, pessoal com carrinhos de bebé e um ou outro com um cão pela trela. Nada de novo nestas corridas de massas.
Depois consegui correr mais livremente e estava a fazer uma boa média (4:47m/km) até ao km 7. Altura em que uma besta (quero dizer um estimado atleta) que ia à minha frente, atirou para o meio da estrada, uma garrafa de água fechada e que fez com que torcesse o pé esquerdo. Senti uma dor forte e que andar um bocado. A dor abrandou e retomei a corrida. Já depois do km 8 tive que voltar a caminhar porque a dor voltou a chatear. Nesta altura vejo que à minha frente está a fanfarra dos bombeiros a tocar para animar os atletas e ganhei novo incentivo para retomar a corrida e cumprir o objetivo a que me tinha proposto (fazer menos de 50 minutos).
E assim foi. Consegui acelerar até ao final e cortar a meta com um tempo de 49m55s (mesmo à justa).
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| A alguns metros da meta. Foto do Luís Santos |
Podia ter corrido bem melhor, e ter feito menos uns segundos, mas não fico chateado com isso. Não ia para bater recordes pessoais e o pé depois de muito gelo e pomada, ficou apenas dorido.
Quanto à organização não tenho nada a apontar. O regresso também foi rápido, devido aos autocarros disponíveis para transportar os atletas da zona da meta até ao comboio (tinham-me dito que no ano passado não foi assim). Os resultados ficaram disponíveis muito rapidamente e sem as confusões de cronometragem que por vezes acontecem em algumas corridas.
A razão de no título ter falado que esta prova não me vai deixar
saudades, deve-se em grande parte ao "acidente" com a garrafa, mas
também porque cada vez mais começo a não achar tanta piada a estas
corridas com muita confusão.






