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segunda-feira, 1 de julho de 2013

34ª Corrida das Fogueiras

Sábado foi dia de ir até Peniche fazer a estreia na tão elogiada Corrida das Fogueiras. Depois de ler e ouvir muita coisa boa, por parte de outros atletas, as expetativas para esta corrida eram elevadas e sabemos que isso às vezes pode ser mau. Mas o que é certo é que as Fogueiras foi tudo o que tinha imaginado e ainda mais.

Não vou falar muito sobre o percurso, nem esse tipo de coisas mais técnicas. Vou apenas dizer o quanto me diverti na tarde/noite de sábado na bonita cidade de Peniche.

Parti de Lisboa com a esposa e o casal Ornelas (Rute e André), de Lisboa por volta das 17:30h e uma hora depois estávamos a estacionar bem perto da zona de partida da prova. Demos um passeio pelo porto e aí o ambiente já estava a ficar muito animado. Fomos jantar e entretanto chegou o casal Quaresma (Vera e Pedro) que se juntou a nós com os filhotes e já mais perto das 21h o casal Correia (Sandra e Bruno) com o Luís (irmão do Bruno).
Antes da prova ainda encontrei o casal Quintaninha (Sónia e Miguel) e o Pedro e a Carla.

Os Atletas - André, Rute, eu, Luís, Pedro com o Gonçalo ao colo e o Bruno. A Rute foi com o Luís aos 6km das Fogueirinhas e os restantes fomos aos 15km da Fogueiras.

Foto tirada pela Carla "Correr (a dois) é vício". Pareço zangado mas devia ser apenas por ter o sovaco do Bruno demasiado perto da minha cara. :)

Os 4, minutos antes da partida.

Fiz a prova sempre com o André e o Pedro Quaresma (o Bruno ficou um pouco para trás), num ritmo calmo e que deu para ir conversando. Durante o percurso consegui cumprimentar muito pessoal blogueiro, que é sempre muito porreiro encontrar. Como o João Lima e a Isa e um pouco mais à frente a Anabela (que ainda não conhecia pessoalmente).

Chegámos à meta +/- 1h25m depois do tiro (foguetes) de partida, mas o que fica desta prova foi mesmo o convívio entre nós e respetivas famílias, os amigos/conhecidos destas "loucuras" tão boas que são as corridas e o maravilhoso e incansável público de Peniche que apoiou todos os atletas ao longo de quase todo o percurso e que mostrou que gosta de receber e de ver a sua terra cheia destes quase 2500 malucos 
que vão até lá para correr, num sábado às 21:30h.

Peniche e as suas Fogueiras que nos iluminam uma parte do percurso, entrou para o meu top de preferências das provas de estrada e conto lá voltar muitas vezes.



domingo, 28 de abril de 2013

36ª Corrida da Liberdade

Dia 25 de Abril, como habitualmente, realizou-se mais uma edição (a 36ª) da Corrida da Liberdade, que tem como percurso, o mesmo trajecto que os carros percorreram no dia da revolução em 1974, desde a Pontinha aos Restauradores.
Como morei praticamente toda a minha vida na Pontinha, desde muito novo que me habituei a assistir a esta prova, que passa mesmo à porta dos meus pais. E assim que apanhei o bichinho da corrida, esta prova passou a figurar como um dos meus grandes objetivos. O ano passado não estava cá nesta altura, mas este ano não podia falhar.
Encontrei-me com o Vitório e fomos para a Pontinha às 9:45h, onde nos encontrámos com o Pedro e o André. Entretanto chegou o Bruno mais o irmão e ficámos à conversa também com o Quintaninha.
Fomos vendo mais pessoal conhecido e fomos cumprimentar o Pedro Carvalho e os seus amigos que formam agora os Bip-Bip Runners e tirámos a foto de grupo da praxe.
Os "Correr por Nós" com os "Bip-Bip Runners"
Fizemos um ligeiro aquecimento e às 10:15h fomos para dentro do quartel para nos prepararmos para a partida.
Já dentro do quartel.
Após uma bonita largada de pombos, foi dada a partida da prova. Fui logo junto com o Vitório e devido à quantidade de participantes, o primeiro km foi feito num ritmo mais lento (5:06m).
Ao longo do trajeto até Carnide ainda me lembro de ter cumprimentado a Rute e o Vítor e mais uns quantos conhecidos.
Aqui forçámos um pouco o andamento para nos fixarmos nos 4:55m/km que era o que tínhamos definido inicialmente e devido ao calor excessivo, não valia a pena acelerar mais nem pensar em grandes tempos. O abastecimento tardava a chegar e só chegou ao km 6, já com muitos atletas quase em "desespero". Bebi um pouco de água e o resto foi para despejar pela cabeça abaixo.
Sentia-me bem, metade da prova já estava feita, estávamos no ritmo pretendido, estava novamente mais fresco (devido à água) e sabia que depois dos túneis da Av. da Républica e do Saldanha seria sempre a descer até à meta, por isso, agora era só disfrutar da corrida e manter o andamento.
Foi bastante agradável fazer a Av. da Liberdade toda à sombra e com bastante público a incentivar. Junto à meta tinha os meus pais e a minha sobrinha que tinham participado na prova dos 5km.
Terminámos com 51:33m, o que deu uma média de 4:46m/km.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Scalabis Night Race 2013

Sábado foi dia de ir até Santarém participar na Scalabis Night Race.
A prova era às 21h, mas como tínhamos que levantar os dorsais até às 18h, combinámos sair de Lisboa às 16h. Fomos nas calmas e chegámos a Santarém perto das 17h.

A caminho do local da prova, já com o carro estacionado.

Fomos levantar os dorsais e ficámos por ali a ver o ambiente. Entretanto juntou-se ao grupo a família Quintanilha e um pouco depois começaram as provas da pequenada (por escalões) em que a escola de atletismo do Rui Silva e a Casa do Benfica de Abrantes estavam representadas em grande número de atletas. A animação também era porreira, o tempo estava muito bom e a companhia também era do melhor.
Por volta das 20h fomos ao carro equiparmo-nos e começar a preparação para a prova. Tirámos a foto de grupo e fomos fazer um (mini) aquecimento, porque começámos a ver que o pessoal já estava a começar a alinhar-se para a partida.
O grupo completo antes da prova.
As partidas das duas provas (10km e 5km) eram separadas por 15 minutos e por isso não havia muita confusão.
Em termos de objectivos não tinha nada planeado. Tratava-se de uma prova atípica (tirando a da marginal, não é costume correr a esta hora), desconhecia por completo o trajecto e devido ao ambiente de festa em redor da prova e também à minha má condição física, seria uma prova apenas para disfrutar e pensar pouco em resultados.
Após a partida tentámos passar os atletas mais lentos e arranjar algum espaço para poder correr mais à vontade. O primeiro km era uma volta ao quarteirão e voltavamos a passar junto à partida, onde para além do pessoal que ia fazer os 5km, estava também muito público a aplaudir, o que é sempre muito agradável.
A minha passagem ao km 1, captada pela Rute Ornelas
Sabia que o primeiro km tinha sido rápido (4:34m/km) (devido ao tentar "arranjar espaço"), mas não sabia quanto tempo tínhamos feito. Geralmente quando vou com o Vitório não ligo ao que a senhora do meu telefone diz, por isso, tiro-lhe o som e guio-me apenas pelo garmin dele. Ao km 2, apanhamos uma descida e o ritmo mantêve-se (4:26m/km), mas sabiamos que aquela parte seria de ida e como tal, daqui a pouco íamos subir. Ao km 3 comentámos que o ritmo estava muito forte e que teríamos de abrandar mas isso não aconteceu (4:24m/km). Ia com a boca bastante seca e antes do km 4 avistamos um abastecimento....................... de vinho tinto. Não bebi, mas bochechei como fazem os escanções profissionais.
Apanhado em flagrante. :)
Um pouco mais à frente cruzámo-nos com pessoal da mini e tive a oportunidade de ultrapassar a grande campeã olímpica Rosa Mota, conseguindo apenas dizer-lhe um "força Rosa".
Várias vezes falámos que o andamento continuava muito forte e pensava para mim que em breve iria dar o estoiro. Perguntava ao Vitório qual o ritmo que íamos e ele (sacana) dizia-me que estavamos entre os 4:45 e os 4:55m/km.
A prova tinha alguns pontos em que invertiamos o sentido e aí conseguimos sempre ver que o André vinha a fazer também uma excelente prova.
Na segunda metade da prova notei que vinhamos a ultrapassar muita gente e poucos eram os que nos passavam. Não por estarmos mais rápidos (o andamento era o mesmo), mas talvez por alguma quebra nos outros atlestas. Continuava a perguntar ao Vitório qual o nosso ritmo e a resposta era a mesma, "está bom assim, vamos +/- a 4:50m/km".

Ao chegar ao km 9 ele diz-me "vamos agora dar tudo, porque hoje vais bater o record dos 10km". Disse-lhe que não era possível porque se tínhamos andado sempre perto dos 4:45, daria +/- 47m30s e o meu record dos 10km era de 46m49s. Mesmo assim dei o máximo e tentei sempre acompanhá-lo. Na recta final ele "picou-se" com outro atleta e pura e simplesmente sprintou (não sei onde foi buscar tanta força no final). Avistei o relógio da meta e marcava 45m56s, o que foi para mim uma enorme surpresa e alegria. Nesta zona estava muito público a assistir e a incentivar o pessoal, assim como o "speaker" da prova. Dei ainda uns "5" a duas crianças que diziam "quem não dá aqui 5, não tem sentido de humor".  :)

Cortei a meta a lá estava o "sacaninha" Vitório a rir-se e a dizer "Parabéns. Como vês bateste o teu recorde!" e mostrou-me o relógio que registava 10km e 45m21s. Como pelo tempo de prova ele fez menos 6 segundos que eu, o meu tempo oficial foi de 45m27s o que faz com que tenha tirado mais de 1 minuto ao anterior record.


Em jeito de resumo, foi um sábado magnífico.
- Companhia excelente sempre em grande brincadeira e animação e todos estiveram muito bem na prova (o pessoal dos 10km bateram todos os anteriores recordes pessoais) e os dos 5km também andaram num bom ritmo.
- Organização excelente - Bom percurso. Muitos colaboradores na zona da partida/meta e em muitos pontos do percurso, incentivando também os atletas e sempre com um sorriso na cara. Muita animação (campinos, folcrore, tuna académica, etc.). Em vez da medalha, tivemos no final como prémio duas bifanas, uma bebida e um pampilho (tudo delicioso).
Prova sem dúvida para repetir.







terça-feira, 26 de março de 2013

Sou 1/2 maratonista

Só posso colocar este título no post, porque tenho um AMIGO chamado Vitório Damas.
Cruzei a meta 2h03m29s após o tiro de partida e agradeci-lhe do fundo do coração o facto de ser ele o responsável por ter conseguido concretizar um sonho.

Sem me alongar muito vou tentar explicar o para mim inexplicável. Para se ter uma melhor noção de como foi a minha prova, coloco já a imagem com os tempos por km.



Dos 0 aos 5km - Partimos mesmo à frente e por isso deu para colocar logo um bom ritmo, deixámo-nos embalar e depois com a descida para Alcântara chegámos ao km 5 com um ritmo médio de 4:35m/km.

Dos 5 aos 15km - Sabíamos que o ritmo inicial tinha sido forte, e não o podíamos manter, por isso, resolvemos abrandar para perto dos 5m/km e fizemos esses 10km em exatamente 50 minutos.

Dos 15 aos 20km - Pouco depois do km 15, comecei a sentir um cansaço enorme e a ver que estava a ficar 1 a 2 metros atrás do Vitório e sem forças para o acompanhar. A acompanhar o cansaço físico desmoralizei muito psicologicamente, primeiro por estar a passar junto à meta e saber que ainda teria que ir até Algés, segundo por nesse preciso momento sermos passados pelo "balão da 1h45m". O Vitório incentivou-me sempre e disse para não ligar a isso, porque o "balão da 1h45m" ia num ritmo muito elevado (talvez para 1h40m/1h42m). Disse-lhe várias vezes para ele seguir, mas respondeu-me sempre que esta era a minha prova e que iria comigo até à meta (pensei para mim que assim que ele arranca-se eu pararia imediatamente de correr e voltava logo ali para trás em direção à meta, sem ir dar a volta a Algés. Desistir era a única palavra que tinha na cabeça).
Os kms 17 e 18 foram de um sofrimento pelo qual nunca tinha passado e o corri foi praticamente por instinto. Cada passo que dava a caminho de Algés (ponto de retorno), era mais um passo que me fazia afastar da meta e que teria de percorrer no sentido inverso.
Finalmente alcançado o ponto de retorno, não aguentei e disse ao Vitório que teria mesmo que andar, mas o andar foi substituído por um cambalear, e tive que ser amparado por ele para não cair. Fomo-nos encostando à berma para não atrapalhar os outros atletas e assim que cheguei ao passeio deite-me na relva, sentindo-me bastante tonto. O Vitório levantou-me as pernas e aos poucos fui recuperando.

Quero agradecer aos muitos, conhecidos ou não, que nesse momento por mim passaram e mostraram preocupação pelo meu estado (lastimável).
Ao fim de 5 minutos deitado (pelas contas do Vitório), consegui levantar-me e sempre apoiado nele comecei a andar. Entretanto bebi água e chegámos ao abastecimento das bananas. Comi uma e aos poucos comecei a sentir-me melhor. Um pouco mais à frente comecei a andar sozinho.

Dos 20km à meta -  Ao entrar no km 20, consegui levantar os dois pés do chão (algo já parecido com correr), e daí até ao final ainda consegui aumentar um pouco o ritmo fazendo 7:34m e 6:02m nos kms 20 e 21 respetivamente. Ao fazer a curva, vi a meta mesmo ali à minha frente e senti um misto de emoções. Estava a concretizar um sonho e momentos antes tinha passado por um enorme pesadelo.

Como me disse o Pedro, "A primeira está feita e com recorde pessoal. Agora é pensar nas próximas para tentar melhorar". E essa é uma grande verdade.


O que aconteceu? - Não sei.
Distância? - Fiz vários treinos entre 15 a 20km e sempre me senti bem.
Fome? - Tomei o pequeno almoço em casa, uma barra de cereais e uma bolachas antes da prova, um gel aos 10km e outro aos 15km.
Ritmo muito forte? - Tinha feito duas semanas antes os 20km de Cascais em 1h38m.
Calor? - Foi das vezes que corri com menos roupa.
Água? - Talvez. Bebi pouca. Não consigo beber muita enquanto corro. Atrapalha-me muito a respiração.
Cabeça? - Sem dúvida. Contribuiu e muito para a quebra.










domingo, 24 de março de 2013

23ª Meia Maratona de Lisboa

Mais uma promessa de longa data cumprida ....
a de fazer a primeira meia maratona oficial, num local onde por 2 vezes, efectuei a mini maratona.

As minhas participações em corridas sempre se resumiram às mini maratonas da ponte, e os convites para participação sempre partiram do Tiago, que em conjunto com os pais e um grupo de amigos, a realizavam já há bastantes anos, de forma assídua.

Uma vez em 2004 ou 2005 ele arranjou-me um dorsal, mas na véspera, lembrei-me de ir comer uma baguete de delicias-do-mar, e no dia da prova, estive sentado na casa dos azulejos, e falhei o compromisso :D.

O ano passado, ficou decidido entre mim e o Tiago (depois de termos começado a correr com regularidade), que esta seria a primeira meia maratona oficial.

Conforme combinado, encontrei-me com o Tiago e a esposa à porta de casa dele, e seguimos com mais um amigo, para a Pontinha, local onde ficamos de nos encontrar com mais companheiros de corrida, e onde apanhamos o metro para Sete Rios e depois o comboio para o Pragal.

Chegámos cedo, e ficamos logo perto da linha de partida. Juntou-se o grupo de amigos habitual, e ainda nos encontramos com o Pedro Carvalho e Fernando (Speedy Gonzales), Quintanilha, entre outros, e foi animação garantida até ao inicio da partida.

Restava esperar pelas 10h30 e começar a correr para a meta. Assim foi.

Arrancamos muito bem, num ritmo acima do esperado mas aceitável, e sem grandes impedimentos. O grupo partiu-se em grupos mais pequenos, que assumiram vários ritmos. Segui junto com o Tiago. Chegamos a Alcântara (km 5) em 22m48s e troquei umas palavras com ele, dando a indicação que íamos um pouco depressa, que tínhamos feito bem o trabalho dos primeiros kms, e agora era hora de reduzir para os 5 min/km. Efectuamos o 1º abastecimento.

Seguimos sempre num ritmo estável até ao km 10 (zona do 2º abastecimento), queixando-nos apenas do calor, mas sentia-me bem e o Tiago respondia-me que também ia bem.

Tudo parecia estar no bom caminho. Até que chegou o km 15 e o Tiago começou a desligar.
Inicialmente pensei que fosse uma fase da corrida, e que iria ajuda-lo, incentivando-o, mas km após km o ritmo foi baixando, até que comecei a ficar bem preocupado com a descoordenação que demonstrava a "correr", o ar pálido e o esforço para avançar.

Já me vinha a dizer há algum tempo para seguir sozinho, mas já tinha decidido, ainda antes de começar a correr, que esta prova, pelo que significava, a iria acabar com ele lado a lado.

Mantive-me sempre a par dele, até que no km 18 vi que não podia continuar, e agarrei-lhe o braço. Estava KO e a cambalear.

Caminhamos por instantes e depois da volta em Algés, encostamos à berma numa zona com relvado para tentar descansar. Procurei levantar-lhe as pernas e como o abastecimento estava perto arranjei agua e gatorade. Mantivemos conversa o tempo todo e aos poucos começou a recuperar da quebra que teve.

Passado 3 ou 4 minutos levantou-se e apoiado em mim lá caminhamos até às bananas. Comeu uma ou duas, e ainda convenceu a srª que lá estava a trabalhar, a descascar-lhe uma delas e mete-la à boca. Eh preciso ter lata ... ou falta de força. Eheh.

Ele já com melhor ar, e eu já aliviado com a situação, lá conversávamos de forma um pouco mais normal e perguntei-lhe se conseguia arrastar-se até à meta. Vamos embora. Inicialmente a andar e depois num jogging ligeiro, chegamos à meta em glória, com o tempo de 2h03m43s.

Objectivo principal cumprido. O resto são bananas.
Como diria o outro. Provas há muitas oh palerma!!!

Quanto à razão do acontecimento, não é fácil de deslindar. Alimentação normal, hidratação e gel nos pontos calculados, dormida descansada. A distância já tinha sido feita diversas vezes em treino com ritmo semelhante e nos 20Km de Cascais.

Na minha opinião o que mais o deve ter afectado, foram as longas rectas que o percurso apresentava, o pensamento na distância que faltava para os ponto de viragem, e a passagem pela meta sabendo que ainda se tinha de ir a Algés e voltar.

Poderá ou não ser uma das razões anteriores o motivo da quebra, mas também sei, por experiência própria, que há dias que simplesmente não dá. Por uma ou outra razão o corpo não responde como queremos.

Independentemente dos acontecimentos, a meia está feita, acabei como a queria acabar, lado a lado com o meu amigo de corridas Tiago o "Meio Maratonista".

Visão do Tiago desta prova


Foto pedida pelo Tiago ao km 18 a um espectador

Mais uma para a arca dos tesouros


Aqui ficam os gráficos:



Resumo

domingo, 10 de março de 2013

42,8Km - 2º Ultra Trail Serra Sintra

Como referi no artigo anterior, andei a semana a pensar nesta nova experiência (ultra trail), e como tal resguardei-me. A distância definida, era quase o dobro do que já tinha realizado em estrada ou em trilhos, pelo que, embora mentalmente estivesse bem (cheio de moral :) ) e acreditava que conseguiria ultrapassar este desafio, já no aspecto físico, era-me impossível prever a reacção do corpo.

A origem:
Quando efectuei o treino com o Dean Karnazes, encontrei algum pessoal conhecido (a maior parte conhecia de vista , dos blogs, ou até facebook), e conheci também novas pessoas.

Adicionei novos contactos e um destes enviou-me uma mensagem pessoal.

O desafio:
Ele: "Vamos fazer os 50Km de Sesimbra ?
        Ah e tal, tu levas as talas e eu as ligaduras e arrasta-mo-nos até ao fim"

Quem é este tipo que assim me lança um desafio destes? Verifiquei o perfil dele e constato que mora relativamente perto de mim e que é bastante semelhante a mim em termos de recordes pessoais e prestações (Endomondo).

Como diria o Barney Stinson: Challenge accepted (ou quase ....)

O treino:
Este treino organizado pelo Didier Valente (Loucos Trail Running), veio mesmo em boa altura.
Em vez de cair de para-quedas em Sesimbra (pensei eu), faço uma prova semelhante em ritmo de treino e avalio a minha capacidade.

E resolvi devolver na mesma moeda ...
Lancei o desafio ao meu novo amigo (Pedro F.), e o convite foi aceite imediatamente.

O treino tinha a seguinte descrição:

2º UTSS dia 9 de Março 6.00 às 12.00h - 43km com 1700D+
Inicio e fim na LAGOA AZUL, Sintra.
Percurso criado a pensar exclusivamente no TRAIL;
Em Autonomia Total (passa em diversos pontos de água)
É uma organização "Pirata"! NÃO HÁ marcações.
A saída será impreterivelmente às 6.00h
Não Há Seguro (eu tenho o da ATRP 25€/ano);
Não Há Pagamento de qualquer espécie;
Não Há Banhos

... e portanto, sexta-feira preparei o material* todo que achei necessário, e coloquei o despertador para as 04h15AM !!!!

*Mochila com 1,5L de água com aditivo aptonia sabor lima , 3 barras de cereais, 2 pacotes de bolachas proalimentar, 2 bananas, 4 gels de maçã da Decathlon, 1 gel de banana (oferta no treino do Karnazes) e 3 pastilhas da Isostar.

Depois de me levantar, e de efectuados os procedimentos habituais, meti-me no carro e segui para o ponto de partida (Lagoa Azul).

Cheguei lá por volta das 5h40 e como não estava nenhum carro estacionado, cheguei a pensar que estaria no sitio errado. Peguei no telemóvel para verificar se tinha havido alterações no evento do facebook, mas nada havia de diferente.

Ao consultar o telemóvel, uma boa surpresa foi o SMS enviado pelo Tiago às 5h30 a encorajar e a desejar um bom treino. O meu obrigado. Incentivos nunca são demais.

Entretanto vejo um carro a chegar e o pensamento foi ... pelo menos já não corro sozinho.

Mais perto das 5h55, chegaram mais alguns elementos, e após cumprimentos e apresentações, e as fotografias da praxe, começamos o treino. Fomos 10 os que compareceram para o 2º UTSS.

Os madrugadores do 2º UTSS

Partimos de noite, para o meio da escuridão e com os frontais ligados. Foi uma experiência nova correr de noite, e gostei bastante. É uma sensação diferente, que obriga a uma atenção redobrada aos locais onde colocamos os pés. Não estava frio, mas em pouco tempo, com o exercício, já parecia um dia de verão e também não tardou muito até colocar os pés de molho :)

Estes foram os pontos de passagem:

Km 0 - Lagoa Azul
Km 4 - Barragem do rio da mula
Km 11 - Pedra Amarela
Km 16 - Peninha
Km 22 - Cabo da Roca
Km 28 - Penedo (Retiro do Ciclista)
Km 30 - Colares
Km 37 - Monserrate
Km 43 - Sintra (Fim)

Sintra ???, então mas não deixaste o carro na Lagoa Azul ????

Pois, a história é esta....

Ao km 28 fizemos uma breve paragem no Penedo (Retiro do Ciclista), onde cada um se alimentou e recarregou um pouco das baterias. Em conversa com o Pedro, ele diz-me que as pernas estão todas &$%$&!! e estava com cãimbras. Bem ao km 28 numa prova pirata, e bem depois do ponto de não retorno, só há um hipótese, que é seguir em frente.

O grupo arranca e já dentro de Colares, reparo que o Pedro está a ficar para trás e em dificuldades.
Pergunto-lhe se está bem e se tem relógio com o track gps, ao que responde que não às 2 questões.

Bem sem track, não podia continuar sozinho, e decidi acompanha-lo.

Enquanto falo com ele, perdi de vista o grupo da frente e oiço o garmin a dar a indicação que estava fora do percurso cerca de 200m.

Eu: Epá estamos fora do percurso !! Mas não vi nenhuma rua onde pudéssemos virar !!

Pergunto a um senhor já de idade avançada, se tinha visto algum grupo de jovens a correr, ao que ele responde: Sim foram por ali (abaixo). Sigo a indicação e a distância fora do percurso a aumentar. Não pode ser, temos de voltar para trás, digo eu ao Pedro, já estamos longe e afastar-mo-nos cada vez mais.

Resolvi confiar apenas no relógio e no track, e após quase 1 km, lá dou com o caminho. Um beco logo no inicio da descida, e que com a conversa e a intenção de apanhar o grupo (que se afastava), passou despercebido.

De volta ao percurso, fui alternando corrida com caminhada e aguardava junto aos cruzamentos pelo Pedro.

Os km foram passando, aproveitei para tirar mais umas fotografias, apreciar o percurso e as vistas de Colares, Penedo e Monserrate.

Já em Monserrate surgiu o problema que desmoralizou mais. O track neste segmento não estava bem definido e apresentava segmentos de recta lineares que não correspondiam nem a ruas nem a trilhos.

Ao km 38 entramos por uma rua*,  mas ao chegarmos ao fim da mesma, demos com uma propriedade privada. Ao ver 2 carros e uma garagem, pensei que estaria enganado e voltei com o Pedro para trás até à estrada principal (N375 - Sintra/Colares).

* sei agora que era a rua correcta (pois comparei com o percurso dos outros elementos do grupo), mas não pensei que tivesse de entrar por propriedades privadas :)

Ao voltarmos à estrada principal ainda perguntamos a uma senhora qual o caminho para a Lagoa Azul, e ela responde que estávamos longe. No seguimento da conversa, a senhora ainda deu a indicação que ao voltar para a N375, se fossemos para baixo iríamos para Colares e para cima iríamos para Sintra.

Depois de mais 2 km nesta brincadeira, decidimos ir para Sintra e de lá apanharíamos um táxi para a Lagoa Azul.

Sempre com o objectivo de fazer mais que 42 km, ao chegarmos a Sintra, verifiquei que já estávamos para lá dessa marca, e também de volta ao percurso.

Já fora do intervalo horário previsto,  juntamos o dinheiro e apanhamos o táxi para o ponto de partida.

Chegamos à lagoa, e a primeira sensação, ao ver os carros dos outros elementos do grupo, foi que também se tinham perdido, mas isso não se verificou. Fizeram a paragem para comer em Sintra e seguiram para o último segmento, de regresso à lagoa.

Após cerca de 5 minutos, chegaram eles a grande ritmo e surpreendidos com a nossa presença.
Após explicação do sucedido, veio a confirmação que a parte do percurso no km 38 estava meio estranha, e claro para quem não conhece o percurso, tornava-se complicado.

Assim, fiquei com uma sensação de dever cumprido, mas um pouco triste.

Já tenho o track corrigido e em breve UTSS vai ser revisitado, para eliminar esta pedra no sapato.

Quanto ao percurso de forma global é espectacular. As vistas são excelentes e alguns trilhos parecem ter sido retirados de um local mágico. Sem duvida a repetir!!!

Quanto ao físico, até fiquei surpreendido. O corpo esteve à altura da mente :)

Quote:
"Where the Mind Goes, The Body Will Follow" - Linda Durnell


  



Outras fotos e filmes que recolhi podem ser vistos:  Aqui

O filme(muito bom) do Didier do 2º UTSS : Aqui

Peninha (km 16)



Aqui ficam os gráficos: 




Resumo 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

4ª Semana Fevereiro - Treinos

Segunda-Feira (18-02-2013)
10 Km Rolos

 Aqui ficam os gráficos:



Resumo

Terça-Feira (19-02-2013)
11,2Km - S. Brás - Pontinha

Realizado no sentido mais fácil ... desce bastante e sobe pouco :D


Aqui ficam os gráficos:





 Resumo

Quarta-Feira (20-02-2013)
10 Km Rolos


 Aqui ficam os gráficos:



Resumo

Quinta-Feira (21-02-2013)
11Km - Paiã - São Brás

Mais um treino, agora com um novo circuito.


Aqui ficam os gráficos:



Resumo